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quarta-feira, novembro 29, 2006

O P.A.I. vs O ORÇAMENTO DE 2007

Está publicado, num outro local da Internet, um exemplar do P.A.I. (sigla que designa o “Plano de Acção Imediata”), formalmente anunciado pela nossa direcção no final da época desportiva passada.

Segundo nos lembramos, o P.A.I. foi elaborado pela Direcção e “de imediato” posto em prática (por isso, cremos, se chamou de “imediato”).

Também, segundo nos lembramos, a ideia inicial era (depois de posto em prática) explicá-lo aos sócios em AG, a qual foi posteriormente adiada e acabou por discutir apenas o orçamento rectificativo. O P.A.I. acabou por ser apenas discutido entre os órgãos do clube. Mas, de uma coisa parece não haver dúvidas: o P.A.I. está em implementação desde que foi concebido. Pensamos que isto é pacífico.

Ora, fazendo fé no que vem publicado no referido outro local da Internet - o weblog: pai-do-belenenses.blogspot.com do qual retirámos a imagem que abaixo se publica - (e aqui fazemos uma ressalva importante: nunca vimos uma versão do P.A.I. formalmente apresentada pela Direcção - poderá ter existido, mas não a vimos - pelo que não certificamos o conteúdo do P.A.I. tal como ali vem publicado e caso esteja errado, retiraremos o “post”) uma das medidas “imediatas”, era aumentar as transferências para o futebol em €700.000, ou seja, de €1.800.000 para €2.500.000 (note-se que, em post anterior, até já explicámos que, na realidade, são €1.360.000, mas enfim)

Porém, pelo que mostram os números (e recordamos que isto é a ser verdade a versão do P.A.I. que vem no referido outro local da Internet a qual não juramos), parece que é preciso ir ao dicionário rever este significado:

Imediato: do Lat. Immediatu adj., que é ou se faz sem intermediário; próximo; contíguo; repentino, instantâneo;
Senão, vejamos:

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Onde estão os adicionais €700.000? e, nem um aumentozinho? Ao menos uns 2,3% para actualizar devido à inflacção? Então, o futebol neste clube agora também perde “poder de compra” a cada ano que passa? É que os €1.800.000 já eram os de 2006! E, parece, também eram os de 2005!

Ó inclemência!! Ó martírio!!

No jornal Record “on line” de Segunda Feira vem isto:
Terminado o encontro, Silas considerou que o resultado mais justo seria mesmo o empate, pelo que as duas equipa fizeram. Afinal de contas, o capitão do Belenenses confessa, e de alguma forma respondendo às declarações prévias de Jesualdo Ferreira, que também ele esperava “um pouco mais do FC Porto”.
“Não me lembro de grandes ocasiões de golo por parte do FC Porto. Eles também não criaram grandes dificuldades. Também esperava mais deles”, considerou o médio.
(…)”


Nos dias que correm, quem sofre por este clube, já passou a barreira do sofrimento. Já entrou numa espécie de delírio surrealista que envergonharia Salvador Dali. Aliás, se este mestre do surrealismo fosse vivo estaria em maus lençóis, pois sentir-se-ia ultrapassado pela capacidade surrealista do nosso médio capitão de equipa!!!
E, ao compulsar Dali e o Surrealismo, estamos a ser benevolentes, ou então ignorantes. É que o que nos apetecia mesmo era compulsar, não o mestre do Surrealismo, mas o mestre do Ridículo. Só que esse, não sabemos é!

Estas declarações são, de facto, ridículas. Em primeiro lugar, há uma regra que é qualquer coisa como “não te metas no que não te diz respeito”. E o Porto não devia dizer respeito ao capitão de equipa do Belenenses. Mais do que isso: toda a gente sabe que uma das receitas para a nossa ostracização é precisamente centrar as perguntas e os comentários sempre no adversário quando jogamos contra qualquer dos três: “Era este o Benfica que esperava?”, “Como é que achou este Sporting?” ou “Esperava mais deste Porto”? Isto vem nos manuais do tripaineleirismo nacional. Num cenário destes, é incrível como é que o nosso próprio capitão se mete na boca do lobo.

Mas o pior é a frase e o contexto. É que nós tínhamos acabado de perder. E perdemos sem jogar nada. Num cenário destes como é que se pode vir dizer que se “esperava mais do adversário”???!!!

O problema é que este adversário que, pelos vistos, não jogou nada, ganhou-nos!!!! Então, nós jogámos o quê?

Esperavas mais Silas?! Não me digas!! Então, esperavas o quê?! Perder por 30 a 0 se eles tivessem jogado aquilo que tu esperavas?!!

E, que raio, os adeptos saem de campo completamente frustrados pela miserável exibição da sua equipa. Saem com um sentimento de abandono e de traição por causa de uma equipa que fingiu que lutou no seu próprio estádio para recuperar de uma derrota e o capitão dessa equipa, em vez de se dirigir aos adeptos, pedir-lhes desculpa, enfim mostrar algum respeito pelo estado de espírito de quem ama (sem receber qualquer contrapartida) este clube, em vez de agir como capitão de equipa do Belenenses, age como uma espécie de comentador futebolístico neutro, debruçando-se sobre o adversário. E ainda por cima daquela maneira ridícula e patética!!!

O que é que me interessa a mim que o Porto tenha jogado abaixo daquilo que pode? Interessava-me se tivéssemos ganho!! Agora, perdendo, isso serve-me para quê?! Para ser de um clube que não ganha mesmo quando o adversário desilude?!

Tenham pena de nós!! Ou, pelo menos, um bocadinho de respeito (nem que seja a fingir!!)

Mas, não há neste clube dirigentes que controlem ou punam isto?

terça-feira, novembro 28, 2006

Orçamento 2007 - ritual anual de um lento suicídio

Uma análise do orçamento proposto para 2007 permite tirar muitas conclusões objectivas, mas as mais importantes serão as seguintes:

1ª – O clube mantém intocável o seu modelo “suicida” de dispersão das receitas em coisas inúteis e sem retorno e pelos seus próprios custos de estrutura;

2ª - O orçamento proposto (com pequeníssimas alterações cosméticas) consiste numa projecção exacta do que constava para o 2º semestre do orçamento rectificativo que foi chumbado na última AG;

3ª – A equipa destinada a assegurar os serviços administrativos do clube e o funcionamento das suas instalações é a equipa mais cara do Belenenses!

4ª – O clube consegue consignar ao futebol apenas ¼ dos rendimentos regulares que consegue gerar;

5ª – O clube mantém uma política de “ecletismo desenfreado”, segundo uma irracionalidade tal, que uma modalidade que vai quase em último na sua divisão (Basket) tem direito a ter uma massa salarial maior que uma modalidade que lidera o campeonato e é o orgulho dos sócios (Andebol)!;

6ª – O Belenenses é bingo-dependente, mas a sua receita retrai-se a uma média de 300.000€ por ano, o que permite antever o fecho do clube num espaço de cerca de 8 anos (ou menos, se a queda se acentuar, como é previsível);

O que significa que o clube vai passar mais um ano sem implementar qualquer uma das urgentíssimas medidas de correcção estruturais de que necessita desesperadamente para crescer, ou melhor, para sobreviver. São óbvias:

1ª – Alterar o seu modelo de dispersão de despesas para um modelo de aposta e concentração selectiva de despesas;

2ª – Reformulação drástica e modernização das estruturas de gestão administrativa e de património do clube para que este seja uma fonte geradora de receitas e não de custos;

3ª – Aposta “real” no futebol para onde o clube tem a obrigação moral de conseguir canalizar pelo menos ¾ dos seus rendimentos regulares e não ¼ como agora faz;

4ª – Pôr fim ao “ecletismo desenfreado” em que o clube vive, reduzindo e apostando apenas nas 3 modalidades amadoras de valor que existem no clube – andebol, rugby e triatlo - e encerrando toda a restante “tralha ecléctica”, que só dá despesa;

5ª – Dedicação urgente à criação de mais fontes de receita para além do Bingo e implementação de um plano para contrariar a queda desta receita.

Apenas a última destas medidas é difícil. Todas as primeiras 4 são fáceis e a única razão pela qual não são implementadas é porque quem dirige o clube não quer!

O que só pode significar uma coisa. As pessoas gostam deste modelo e gostam, portanto, de caminhar para a extinção.

Vejamo-las uma a uma:

1ª – Manutenção do “modelo suicida”.

Por estranho que pareça, a primeira coisa que ressalta quando se olha para os orçamentos do Belenenses é que o clube até faz uma receita considerável. O número bruto é de 10.032.180€. Se o mesmo for limpo das receitas extraordinárias e subsídios e, bem assim, se o valor do Bingo for apresentado como líquido, o valor dos rendimentos regulares será qualquer coisa como 5.512.000€.

Á partida, poder-se-ia pensar que este valor possibilitaria ao clube investir na sua condição clubística, através da promoção da sua competitividade no futebol e na sua imagem. Mas, infelizmente – e aqui reside o carácter suicida do clube – este dinheiro esvai-se quase todo na sustentação da estrutura e no funcionamento corrente do clube.

Uma análise prática de onde o clube gasta o seu dinheiro permite chegar a esta conclusão:

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Pondo as coisa em termos mais “terra a terra”, os 8,5€ que cada um de nós paga de quota mensal têm o seguinte destino:

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É nisto que o Belenenses se suicida. Gasta o que tem, não a projectar-se desportivamente, mas a sustentar a sua própria estrutura. A única surpresa é como é que ainda existimos há tanto tempo!

2ª – O orçamento apresentado é o mesmo que foi chumbado

Há apenas uma alteração cosmética: prevê-se um aumento de cerca de 260.000€ de quotização. A única explicação para esta expectativa (melhor dito, para esta “esperança”, para esta “fézada”) vem no preâmbulo onde se faz uma “declaração de intenções” cujo resultado se verá aquando da apresentação das contas de 2007.

Afora isto, todo o orçamento consiste em agarrar no que estava apresentado no orçamento chumbado para o 2º semestre de 2006 e em multiplicá-lo por dois. Tal multiplicação, segundo a direcção, produz o orçamento de 2007.

Ou seja, a direcção decidiu que o melhor a fazer depois da reprovação do orçamento rectificativo era agir como se ele tivesse sido aprovado, o que torna a apresentação do dito orçamento rectificativo e a reunião de sócios que o reprovou como puras perdas de tempo!

3ª – A equipa destinada a assegurar os serviços administrativos do clube e o funcionamento das suas instalações é a equipa mais cara do Belenenses!

Pois custa a módica quantia de 1.410.000€ ano, conforme se pode apurar pela soma dos montantes abaixo indicados:

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Não é possível de aceitar que uma estrutura como a do Belenenses, que não tem departamento de imagem, tem uma loja azul deplorável, vende quotas e bilhetes nas piscinas, faz convites em forma de papel de impressão recortado e tem um estádio entre o anacrónico e o desleixado, custe isto! Mas, a verdade é que custa. Em grande parte, por aqui se esvai o futuro do clube, cêntimo a cêntimo.

4ª – O clube consegue consignar ao futebol apenas ¼ dos rendimentos regulares que consegue gerar;

Segundo o orçamento, para o futebol vão 1.800.000€ anuais. Este número, porém, de um ponto de vista material, nem é verdadeiro. Já não vamos falar no facto de, em épocas recentes, o clube se ter esquecido durante meses de lá pôr essa verba. Falemos dos próprios números orçamentados.

A esses há que retirar 140.000€ de quotas suplementares. È que, por muito que esta direcção não queira, as quotas suplementares são receitas do futebol. São bilhetes de sócios para ir à bola. Daí que a estratégia de as fundir com as quotas normais para meter tudo no mesmo bolo não seja aceitável. Há, pois que descontar ao custo com o futebol esse benefício seguindo exactamente o mesmo princípio que o orçamento segue para as amadoras.

Outra parcela a abater a esse custo são os 300.000€ que o futebol, através da SAD, é obrigado a pagar ao clube para poder jogar no Restelo. É que, enquanto nenhuma das modalidades paga para jogar, o futebol do Belenenses, tal como vem no último orçamento, paga €25.000 por mês ao Clube para treinar e para jogar no seu próprio estádio.

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Ou seja, na realidade, o futebol custa ao clube, não os míseros €1.800.000 que a direcção apresenta no orçamento, mas os ainda mais míseros €1.380.000€.

Comparando com a receita bruta evidenciada no mapa supra, isto significa os acima referidos 27%.

5ª – O clube mantém uma política mega-eclética desenfreada e irracional, segundo a qual uma equipa que vai quase em último na sua divisão (Basket) tem direito a ter uma massa salarial maior que uma equipa que lidera o campeonato e é o orgulho dos sócios (Andebol)!;

Constata-se pelo que vem abaixo. Os números são como o algodão ….

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6ª – O Belenenses é bingo-dependente, mas a sua receita retrai-se a uma média de 300.000€ por ano, o que permite antever o fecho do clube num espaço de cerca de 8 anos (ou menos, se a queda se acentuar, como é previsível);

A receita cai à média de 200.000€ e as despesas aumentam 100.000€. ver abaixo.

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Quanto à previsão da data de extinção, é como diz o outro: “é fazer as contas”

Há algo de tremendamente errado nisto tudo. È escandaloso como este clube deixou engordar a sua estrutura administrativa a este ponto. Como, dando uma miséria ao futebol (que nem um ponta de lança decente tem) se continua a investir num ecletismo desenfreado e sem retorno.

Toda a gente, mas toda a gente mesmo, conhece este problema estrutural. A Direcção queixa-se dele mas, orçamento atrás de orçamento, volta SEMPRE a reiterar o erro de ano para ano!!

Ora, este orçamento vai a votos pelos sócios na próxima Quinta Feira.

É claro que “gostos não se discutem”. Para nós, o lento suicídio é iguaria que não apreciamos!

segunda-feira, novembro 27, 2006

Parece que está tudo bem

Acabámos de averbar a terceira derrota seguida. Somámos a nossa terceira derrota em casa em seis jogos. Em casa, temos o mesmo número de golos marcados e de sofridos – quatro.

Ou seja, marcamos uma média de menos de 1 golo por jogo, mais concretamente, 0,66! Quase meio! Estamos com 11 pontos e a linha de água está a 4, considerando que já esgotámos a parte mais acessível da primeira volta e se segue agora a parte complicada. As exibições são miseráveis e a equipa arrasta-se em campo impotente sequer para perder dando luta ao adversário. A nossa bancada nem contra o Porto se compõe minimamente.

Mas, parece que nada disto se passa. O presidente está silencioso como se nada fosse com ele. O treinador, enfim, vai esgotando os cartuchos das desculpas e finalmente já assumiu que não há uma referência no ataque (coisa que os adeptos já viam desde que viram que Roma não o era). Na conferência de imprensa trata o tema com gracejo, aludindo à falta do Matateu, quando a coisa não tem graça nenhuma!

O silêncio do presidente é intolerável. Significa que o actual estado de coisas não é anormal, sendo, portanto, aceitável. Um clube que se começa a habituar a isto, cava, cada vez mais fundo, o seu próprio fosso.

É que o nosso problema já não é não conseguirmos manter os nossos antigos níveis de grandeza. É não conseguirmos manter os níveis normais de grandeza aplicáveis a um clube qualquer, mesmo sem história. Nós já nem médios conseguimos ser! Qualquer outro clube, ainda que com muito menos historial, que tivesse as nossas disponibilidades financeiras, já teria reagido: o presidente teria dito qualquer coisa nos jornais, teria mostrado a sua preocupação, teria chamado o plantel às suas responsabilidades, teria dado um murro na mesa, ter-se-ia dirigido aos sócios, enfim, feito ou dito qualquer coisa. Mas, o nosso, nada!

Há um leque de desculpas pré-fabricadas, todas elas esfarrapadas. Giram sobretudo em volta do “caso Mateus” e são qualquer coisa como isto: “por causa da indefinição sobre a liga em que jogaríamos, o plantel não foi construído como deveria ser”, o que equivale a dizer que “a equipa foi feita para a Liga de Honra”. Trata-se de uma aldrabice e de uma vigarice de raciocínio.

Fomos nós que despoletámos o caso Mateus e fomos nós que só o fizemos com o campeonato já acabado. Portanto, fomos nós que avançámos para uma tentativa de nos salvarmos da descida, sabendo que, no máximo, ela nos poria na primeira liga, mas que, no mínimo, nos tornaria a posição indefinida até que os 2 graus de jurisdição estivessem esgotados. Nós sabíamos isto! E, portanto, na defesa dos nossos próprios interesses, teríamos de saber fazer um plantel mesmo em situação de indefinição. Era um desafio que se nos colocava. Saber responder-lhe era o mínimo que se exigia a quem nos havia conduzido ao 15º lugar com 7 milhões de Euros de orçamento.

No fundo, como é que podemos ser nós, agora, a queixarmo-nos daquilo que nos salvou?! É uma coisa ridícula!! Já não falando no facto de só por máxima incompetência nossa termos sido forçados a meter-nos no caso Mateus para salvar a pele. No fundo, não são desculpas. São culpas!

É certo que da equipa saíram dois jogadores, sendo um deles fundamental - Meyong. Mas, há uma evidência incontornável: Foram vendidos por bom dinheiro (pelo menos, segundo as informações veiculadas pela própria direcção). No resto, a base da equipa é igual àquela que esta mesma direcção disse ser capaz de lutar pela Europa! Ora, há aqui muita coisa que não encaixa. Mantendo-se essa base e tendo entrado um generoso encaixe financeiro, como é que equipa se torna uma “equipa de segunda liga”?!

Depois, há outro problema: olhando para a comparação de orçamentos, a tese da “equipa para a divisão de honra” é demonstrada como falsa. O nosso orçamento classifica-se do meio da tabela para cima! Portanto, não é sequer um orçamento de luta pela manutenção. Nem vale a pena compará-lo com os orçamentos da Liga de Honra, porque, então aí, entraríamos no absurdo, com a possibilidade de haverem orçamentos 5, 6, 7 ou mais vezes menores que o nosso!!!

A verdade nua e crua é esta: o orçamento é de Primeiríssima Divisão. Agora, as pessoas que o aplicam e o gerem é que não. Essas pessoas só demonstram ser capazes de fazer uma equipa de Segunda Divisão, mesmo com um orçamento de Primeira.

Se entrarmos ainda na comparação entre os rendimentos efectivamente gerados pelos clubes, a coisa torna-se anedótica. Por esse critério, deveríamos estar na luta pela Europa, pelo menos. Tirando os 3 do costume, não conhecemos nenhum clube que encaixe 2,5 Milhões líquidos anuais do Bingo e que, ainda assim, mantenha uma quotização que pode subir acima de 1 Milhão de Euros (e subiria muito mais se o clube fosse gerido com paixão e competência). Isto, somado às receitas de publicidade e Sport Tv e acrescido das “vendas milionárias” que alegadamente fizemos, nas mãos de outros clubes, fá-los-ia lutar pela Liga dos Campeões ou mesmo pelo título!!

Mas, pelos vistos, para este clube, chega para a Liga de Honra! E como ainda nem lá estamos, parece que está tudo bem!!!

Perder assim, não!

Uma coisa é ter respeito por um adversário forte. Outra coisa é ter medo de jogar à bola. A primeira é a explicação, melhor, é a desculpa “oficial”. A outra é a realidade. No jogo desta noite, o Belenenses esteve em campo com uma única real preocupação: desejar o fim do jogo. Mas, o mais grave, o intolerável mesmo, é o facto de a equipa ter continuado a desejar isso, mesmo depois de estar a perder. Não começámos a ver futebol hoje. Já temos décadas de jogos, milhares de horas, de Restelo. Sabemos o que é uma equipa do Belenenses em campo. Sabemos com facilidade o que está na cabeça dos jogadores. Hoje à noite, a perder, não vimos uma equipa lutar para recuperar. Vimos uma equipa fingir que o fazia! E, ainda por cima, a fingir mal. E isto é que dói!

Pouco mais há a dizer, pouco mais merece ter dito. A nossa paciência, sinceramente, a nossa réstia de fé, acabou. O que entra em campo com a camisola do Belenenses não tem nada a ver com o Belenenses. É um grupo de indivíduos preocupados em “cumprir” 90 minutos de si próprios. Não há alma, não há sacrifício, não há gosto, não há audácia, não há nada. Pelo menos nada daquilo que faz uma equipa de futebol.

Do ponto de vista estritamente táctico (entenda-se, a distribuição de jogadores pelo campo), o treinador acertou e a equipa cumpriu aquilo que o treinador decidiu. O central Gaspar fez de defesa direito bastante subido, marcando “homem a homem” Quaresma. As suas costas ficavam vazias com a última linha de defesa ainda bem lá atrás. Uma aparente “loucura”, que, no entanto, resultou, havendo que dar os créditos ao treinador. Com Quaresma neutralizado, a máquina Portista emperrou. Verdade seja dita que Jesualdo não soube dar a volta a isto e voltar a pôr a máquina a funcionar. Nesse aspecto, sucumbiu a Jesus.

Só que, aqui dá-se o mais extraodinário e o mais repelente: o Porto não precisou que a máquina funcionasse! O Porto limitou-se a deixar que os seus pontos fracos fizessem o pouco jogo que sabiam. E esse jogo pouco chegou. O nosso meio campo defensivo, cuja preocupação era recuperar bolas, parece que é transparente. Jogadores de recursos limitados, como Bosiwngua, passearam no Restelo: pareciam verdadeiros “craques”. Quaresma pode descansar.

A análise sobre a nossa parte ofensiva cabe num parágrafo: não existiu! Recuperada a bola, a equipa não fazia a mínima ideia sobre o que lhe fazer. Não há uma rotina, não há uma movimentação, não há ….. rigorosamente nada. Temos, depois, jogadores inenarráveis, jogadores que, sinceramente, são um atentado ao futebol.

Apreciações individuais:

Marco (3) O golo é duvidoso, mas não fez o melhor que podia. No resto, esteve bem

Rolando (2) Não defendeu mal, mas na altura em que era preciso começar aí uma equipa que devia ir para a frente, parecia que não era nada com ele.

Nivaldo (2) idem

Alvim (2) Continua a ser dos poucos em que ainda nos pudemos rever qualquer coisinha. Mas, hoje, nem ele se safou.
Amorim (0) É a prova empírica do nilismo futebolístico desta equipa e deste clube. Onde há exigência (Selecção) mostra o futebol que tem. Aqui, na parvónia deste clube, não joga nada.

Sandro (0) Não é, nem nunca foi, um jogador de futebol.

Zé Pedro, Silas, Roma (0) Aqueles a quem esta equipa deveria estar confiada são os primeiros embaixadores da miséria. Inconsequência, falta de confiança, níveis nulos de superação e de entrega ao jogo. Já vimos jogadores substituídos e a queimar tempo correrem mais depressa para saírem do que Zé Pedro corre para marcar um canto quando está a perder!

Manoel (0) Tenham pena de nós!


Melhor em campo:
Gaspar (4) Foi o único com fibra. Não tem macaquinhos na cabeça e deve ter sido o único que chegou ao balneário com as cuecas enxutas. O treinador disse-lhe: “Tu, aí que és central, olha pá, eu tenho aqui dois “grandes” defesas direitos. Portanto, tu, se não te importas, vai ali para defesa direito e anula-me o Quaresma, se faz favor” E ele foi e fê-lo. E ainda teve tempo para subir pelo flanco das poucas vezes em que a equipa precisou de ter lá alguém.

Cândido Costa, Eliseu (1) não foram os flanqueadores que a equipa precisava. Nem nada que se pareça. Mas, pronto, na miséria que isto foi, premeie-se com 1 ponto aqueles que ainda fizeram um drible ou seguraram uma bola.

Dady (3) Entrou com determinação e sem medo. Coisa que nesta equipa é notável. Sabemos as limitações que tem, mas, mesmo com elas, ter Manoel em campo é inexplicável!

Jorge Jesus (2) Negativo. Mas, ainda assim tem (2), não ter (1) ou mesmo (0), deve-se à excelente opção táctica (difícil e de risco, mostrando que sabe perceber os adversários e dispor uma equipa em campo) com que anulou Quaresma e beneficia ainda do desconto de ter uma equipa que o ano passado já explicou (para quem quis ver) que é uma equipa de fracos e derrotados. Mas, há aqui questões que se começam a consolidar: o ataque persiste numa nulidade quando já há várias semanas de treino. Os jogadores afundam-se na sua miséria anímica e competitiva e ele não o consegue reverter. Os treinadores não são só para saber dispor as peças em campo. São também para as fazer jogar mais, são também para criar uma cultura de exigência, de ambição e de força competitiva. E disto, nem vê-lo! Se precisa de alterações de estrutura aponte-as. Calar é consentir!

No Mais Futebol vêm estas declarações: “o Belenenses demonstrou que é uma equipa defensivamente muito forte e depois falta na equipa alguém que possa ser uma referência no ataque”. Pois falta! Mas não é só isso que falta. Falta muita mais!

Aliás, muito sinceramente, não sabemos o que querem, o que pensam, os responsáveis pelo futebol deste clube. A equipa está transformada numa coisa frágil, fraquinha, sensivelzinha, coitadinha! Não entusiasma ninguém e já nem sequer consegue perder com alguma agitação, com algum estertor. Esta inaceitável fraqueza reflecte-se nas bancadas. Este jogo foi de longe (mesmo com transmissão televisiva, coisa que aconteceu em quase todos os últimos jogos contra o Porto) o jogo em que a bancada dos sócios esteve mais vazia. Há um clara debandada e as pessoas parecem não estar preocupadas. Há algo aqui que não pode continuar!

domingo, novembro 26, 2006

BELENENSES - F.C. Porto

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68 jogos, 26 vitórias, 17 empates, 25 derrotas
Em nossa casa temos que continuar a mandar nós!

quinta-feira, novembro 23, 2006

o "rui" que os parta!

Um guarda-redes do Sporting jogou contra o Marítimo e defendeu um penalty. E pronto, durante dias as televisões e os jornais, seringaram-nos com o Rui Patrício. Ele são entrevistas ao ex-treinador, ao amigo de infância, ao tio, ao primo, ao gajo do café da esquina, e por aí fora.
Para a dose ser mais forte, ainda se foram lembrar (jornal oficioso do Benfica, também conhecido por «Bola») do Rui Nereu. O Rui Nereu! Porra, onde já ia o Rui Nereu mas os gajos lembraram-se! Aliás, este Rui Nereu é um jovem cheio de potencialidades, sendo que uma das poucas que não possui é a de guarda redes. Quando empatámos na Luz, com o Jovem Nereu na baliza, só não marcámos golos por milagre. Nesse jogo, um outro jovem, mas esse nosso e internacional, chamado Amorim, preparava-se para fazer um cruzamento para a área a 75 metros da baliza. Arrancou para a bola, mas lembrou-se que estava Nereu na baliza. Pensou duas vezes e decidiu chutá-la. Estávamos no enfiamento do lance. A bola partir e Nereu sentou-se. A bola lá percorreu os 75 metros de distância, com Nereu sentado a refazer-se do choque, mas, para nosso azar, bateu no poste. Mas, como se disse, os gajos lembraram-se de Nereu! Bastou falar no “Ruizinho do Sporting” e os gajos lá foram a correr, garantir a “equidade” e falar do outro “Ruizinho” - o do Benfica”!

Se um miúdo de 15 anos dum dos outros clubes que não os três queridos, que às vezes são dois, porque a propaganda do verso e anverso Benfica-Sporting é pior, tivesse marcado 5 golos ou defendido 5 penalties, só teria umas linhas nos cantos da meia página de crónica dos jornais. Na televisão, nada. Alguém duvida.


Aliás, os comentadores só tratam por miúdos os jovens dos “três”. Os outros não são miúdos, nunca foram. O Rolando, por exemplo, já nasceu crescido. E o Bruno Amaro. E o Vaz Té. E o Manuel da Costa. E etc.




Também só os três é que sentem os seus clubes. Os outros é suposto não terem adeptos. Só os três é que têm aquelas meninas de cachecol a festejar os golos, muito felizes, bonitas, lavadas, penteadas, maquilhadas e descacadas. Ou aqueles rapazes que um quarto de hora depois da derrota ainda estão com as mãos na cabeça a chorar, como nos «Morangos com Acúcar». Podem só perder três vezes por ano, que é uma tragédia. Os adeptos dos outros clubes, não, não sofrem. Até porque são de clubes que são só os outros».

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O pior é que alguns adeptos do Belenenses parecem já comer desta banha da cobra.

Não se deixem enganar. É preciso ser forte. É um dever resistir a esta manipulação mental, a estas lavagens ao cérebro, a este totalitarismo descarado.

quarta-feira, novembro 22, 2006

QUE BASE PARA O FUTURO?

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Depois de uma exibição deprimente na Amadora, com fases vergonhosas, o futuro imediato é bastante preocupante.

E a médio prazo? Anos de primária incompetência, senão desinteresse, no lidar com o Futebol, tiraram-nos praticamente qualquer base de partida para construir uma equipa.

Já não recuando mais, porque a decadência tem muitos anos, lembremos que se deixou desmantelar a base que havia, que ao menos garantia um mínimo de consistência. Essa base, como se sabe, era integrada por Marco Aurélio, Wilson, Filgueira e Tuck. Apesar de já caminharem para os 35 anos, não se pensou em substituí-los e em ir criando novo núcleo forte.
Não estamos a endeusar estes jogadores, que não se podem comparar aos verdadeiros ídolos do Belenenses. Os últimos grandes mesmo, despediram-se por volta de 1990.
Mas, Wilson era ainda um jogador acima da média.Filgueira e Tuck ajudavam a agregar a equipa. Marco Aurélio foi a última referência do Belenenses ao longo dos últimos dez anos. Meyong poderia vir a ser mas foi-se embora. Perguntem nas tascas, nos cafés, nas escolas quais os jogadores do Belenenses de que sabem ao menos o nome. A resposta acaba em Marco Aurélio.

Que base temos agora para o futuro? A realidade é dura. Deste plantel, quase nada se aproveita. É um plantel de perdedores, que depois da vergonha do ano passado, não mostram capacidade de fazer muito melhor. Só esperamos que façam um bocadinho melhor. Grande parte dos ditos reforços só por muito boa vontade se pode chamar reforços.


Vai ter que se começar quase tudo de novo, e esperemos que seja na divisão principal. Temos pouco. Temos Rodrigo Alvim, que pode não ser muito bom mas é pelo menos bom e tem raça. Sendo jovem, pode ainda progredir muito.

Nivaldo, se se refrear nas entradas, pode ser outro para o futuro. Note-se que foram dois jogadores trazidos por Jesus. Parece que não havia nenhum trabalho de casa feito. O resto das contratações fala por si. Sempre o mesmo, vem um novo treinador, e começa tudo do início, porque não há nada planeado ou preparado.

Além de Alvim e Nivaldo, temos Rúben Amorim, se não se perder pelo caminho. Tenha juízo, pense no Belém, trabalhe para progredir, seja exigente consigo, tenha noção de que dos bonzinhos não fala a história. Se quiser ser mesmo bom, é outro para o futuro.


Rolando é um caso parecido, mas os sinais nesta altura são preocupantes. Espera-se que não deite a perder uma carreira à altura das promessas. Se recuperar, se tiver a cabeça no lugar, pode ser outro jogador para o futuro.
E é tudo. O resto, não serve ou tem que dar provas que não está a dar. Por exemplo, Silas e José Pedro teriam que mostrar que não vão para a curva descendente sem fazerem mais que umas flores, sem continuidade. Eliseu teria que recuperar confiança e tempo perdido, e que trabalhar-se nos aspectos tácticos e técnicos. Os restantes jogadores ou são muito duvidosos ou pior que isso.

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E pronto. Manu, Carlos Alves, Sandro Moreira podem vir a ser bons jogadores. Mas sem um único jogo na equipa principal, pouco se pode dizer para já.

Quanto à rectaguarda, não temos. Jorge Jesus é tudo. Desde contratar jogadores a protestar com o árbitro, só se conta com ele.

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terça-feira, novembro 21, 2006

fraqueza

Perante um dos mais fracos Estrelas dos últimos tempos, o Belém conseguiu fazer hoje à noite na Reboleira o que já não conseguia fazer há 15 anos, ou seja, perder.

Perdemos sem honra nem glória, não se podendo desta vez falar de arremedos de luta e de bravura, tal como no nosso último jogo no Restelo. Como temíamos, os aplausos e as declarações de “paixão” com que acabou essa derrota esvaíram-se completamente. Num clube que já não tem idade para estar a aprender coisas destas, eis mais uma lição: nunca confiar nas virtudes de uma derrota, mas quando parece que a equipa "até lutou"!

Já a tendência da equipa para os erros que tinha revelado há quinze dias se acentuou. E de que maneira.

Mais uma vez, entrámos em campo descrentes, sem personalidade, sem vontade de nos impormos ao adversário. Houve pouquíssimos momentos de envolvimento ofensivo, uma dificuldade confrangedora em pegar na bola e em trocá-la e uma falta de fibra no meio campo defensivo, que permitiu ao Estrela jogar muito mais do que é normalmente capaz, algumas das vezes mesmo no nariz dos nossos jogadores.

Em termos tácticos, a equipa ressentiu-se, sobretudo, das gravíssimas lacunas que tem. E estas incidem nas alas (defesas e extremos), locais onde temos, verdadeiramente, um único jogador: Alvim. Fora este, o panorama é demasiado deprimente para ser verdade: Sousa, de quem falaremos mais adiante, continua a custar-nos extremamente caro a cada jogo que passa, enquanto os extremos iniciais de hoje, Cândido e Januário, são incapazes de fazer cócegas mesmo aos laterais do último classificado.

Com um meio campo ofensivo que até cumpriu - Silas e Zé Pedro não estiveram mal na tentativa de dar alguma racionalidade à manobra ofensiva - a equipa acabou por se esvair em campo pela insipidez dos laterais e pela sua outra gritante lacuna - a falta de uma referência na área, local por onde andou um Manoel sem sentido posicional, sem sentido de golo, sem sentido de coisa alguma.

Este aspecto é visível na forma como a equipa, na primeira fase de desenvolvimento de ataque rápido, até consegue uma boa qualidade de passe e um primeiro desequilíbrio do adversário. Só que, chegados à linha, a coisa morre aí, na lentidão e na previsibilidade de quem não consegue rasgar uma defesa ou na forma morta como a bola chega à zona de finalização.

Em desvantagem após um golo mais uma vez consentido pelo lado vulnerável da nossa defesa, a equipa torna-se incapaz de dar a volta a um adversário que se fecha atrás da linha da bola. Nessa altura, faltam soluções, falta a capacidade de aproveitar as poucas soluções potenciais que ainda existem - a bola parada e a meia distância de Zé Pedro - e falta personalidade, já para não falar de classe.

Em suma, uma equipa sem chama, sem cultura de conquista, uma equipa ao sabor da sua própria mediocridade. Na lógica dos “campeonatos disto e daquilo”, este era um jogo decisivo. Ora, naturalmente, a equipa caiu para o lado mais consentâneo com a sua falta de ambição - o campeonato da manutenção. Só que, perante esta sucessão de resultados e de exibições, mesmo para este, o panorama não é nada animador.

Apreciações individuais (de 0 a 5)

Sousa (0) Desde o início desta época que Sousa joga mal. Entra mal, erra, não motiva a equipa, intraquiliza-a, mostra desconcentração. Ainda por cima, mostra má condição física e está permanentemente ultrapassado pelas contingências do jogo. Sousa já é um jogador veterano, com nulas desculpas para não saber gerir os seus “picos de forma”. Não podemos desculpar um jogador que se apresenta consecutivamente a jogar desta maneira. É altura de arranjarmos outro defesa direito.

Faísca (3) Não é dos nossos favoritos, mas hoje cumpriu. Foi, curiosamente, dos que mais entrou no jogo e não se deixou dominar pelos acontecimentos, jogando de forma séria e adulta e acertando quase sempre, o que é assinalável em alguém que há muito andava afastado da competição.

Gaspar (3) Outra exibição positiva. Fez o que lhe competia.

Alvim (3) Embora nos parecesse mais apático do que o costume, manteve a dignidade de jogo pelo seu flanco e foi regular na maneira como defendeu. Mas, numa equipa com as lacunas desta, tem que se mentalizar para fazer mais.

Amorim (2) Nota negativa, naquela que terá sido a sua pior exibição desta época. Fraco a recuperar bolas e algo lento e conservador no início da manobra ofensiva. A sua fraca concentração no jogo de hoje ilustra-se pela forma displicente como marcou um canto na segunda parte quando se limitou a pontapear uma bola quase para fora do estádio.

Silas (3) Não produziu desequilíbrios, mas cumpriu. Naquela posição e com esta equipa, não se lhe pode exigir muito mais.

Zé Pedro (3) Jogou bem, com mais entrega do que é costume e tentou dar qualidade de passe à manobra da equipa e levá-la para a frente em condições. Aplica-se o que se disse em relação a Silas.

Cândido, Januário e Manoel (0) Zero.

Suplentes utilizados:

Eliseu (0) Está pesado, descrente e previsível. Jesus utiliza-o porque, em teoria, não tem mais ninguém que lhe abra o flanco. Mas, os resultados são nulos.

Dady (1) Entregou-se ao jogo como pôde, mas as circunstâncias eram agrestes. Fica um ponto pela entrega.

Roma (0) Muito pouco tempo em campo.

O melhor em campo:
Marco (4) Não teve culpas no golo. Não tendo defesas de grande estilo, teve-as apertadas e correspondeu com segurança. Revelou boa capacidade para jogar com os pés o que, no futebol moderno, é cada vez mais necessário num bom guarda-redes. Tem todas as condições para continuar a disputar o seu "direito à baliza", mesmo após a recuperação dos colegas.



Jesus (2) É a primeira vez que a nossa opinião é negativa. Não é porque tenham havido erros tácticos. Nada disso. É simplesmente porque é a segunda derrota consecutiva contra adversários fracos. Entendemos que o treinador também é responsável pela forma cobarde como a equipa entra em campo, pelos jogadores que não rendem e pelos que andam em campo sem saberem onde andam. Porém, somos os primeiros a reconhecer que Jesus tem a árdua tarefa de gerir uma equipa cheia de lacunas, num clube que está pessimamente estruturado em termos de futebol. Mas, aqui entronca um aspecto essencial para o nosso futuro: Jesus terá de se decidir. Se há lacunas e problemas de estrutura é preciso apontá-los. Os “silêncios de lealdade” custaram-nos caríssimo na época passada, quando alguém se decidiu calar enquanto alguém fechava a torneira ao futebol. Graças a isso, os sócios que amam o futebol deste clube ficaram sem saber porque é que de um “plantel de luxo” se passou para um cenário de balneário degradado. Jesus é um homem do futebol a sério. Não é um “teórico de tabuleiro”, nem um pavão mimado, mas sem curriculum. Se tem a capacidade e a vontade de triunfar no futebol deste clube é bom que perceba, enquanto é tempo, quem são os seus reais apoiantes!

Algumas notas finais:

Fomos gamados por um árbitro e por fiscais de linha que não têm categoria para apitar os Distritais da Albânia. Houve partes em que chegámos mesmo a ser gozados. Mas, a verdade é que o nosso banco fica impávido e sereno nessas alturas. Só o treinador dá o corpo ao manifesto. Nas equipas que levam o futebol a sério, os bancos também jogam e entram em acção nessas circunstâncias. Na nossa não. Só se levanta e enfrenta o árbitro aquele que os outros deveriam resguardar! Pergunta ingénua: servem para quê?

O Estrela fez anti-jogo, mas nós caímos nele. Zé Pedro tem que perceber que há alturas em que o acto de atirar a bola fora não é “fair-play”. É burrice! Já Sandro Gaucho tinha feito o mesmo no último jogo no Restelo. Basta!

domingo, novembro 19, 2006

Silas

Jornal “a Bola”, Domingo, 19 de Novembro



É legítimo este destaque. Na época passada, foi a chave do jogo na Reboleira, pois marcou um e deu o outro a marcar. Aliás, Silas é dos poucos jogadores do plantel que, em jogos em que a equipa não acerta, pode, sozinho, conseguir fabricar um golo e, com isso, fabricar pontos. Esta discussão sobre qual a posição em que joga melhor corre o risco de se eternizar. Esta época tem estado em claro sub-rendimento.

Não nos parece a melhor das mentalidades esperar pelos últimos 2 terços para se estar a 100%. Cremos que isso ter que ser ambicionado logo a partir do início do campeonato. É que o campeonato só tem 3 terços! Por outro lado, parece-nos que para um melhor Silas, faria falta um melhor Roma. Um Roma que servisse de ponto de referência no ataque para deixar Silas livre para … fabricar golos.

Enfim, esperemos que, mais atrás ou mais à frente, se comece a encontra já na Reboleira. E que marque, e/ou dê a marcar, tal como fez o ano passado

Estrela da Amadora - BELENENSES (Reboleira, 2ª Feira, 20.11.06 às 19H45)

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4 VITÓRIA, 5 EMPATES, 3 DERROTAS
20 GOLOS MARCADOS/ 20 GOLOS SOFRIDOS
Média de 3,33 golos por jogo

Histórico:
05/06 – VITÓRIA 1-2
03/04 – EMPATE 2-2
00/01 – VITÓRIA 0-2
99/00 – VITÓRIA 0-3
97/98 - EMPATE 1-1
96/97 – EMPATE 2-2
95/96 – EMPATE 2-2
94/95 – VITÓRIA 2-3
93/94 – EMPATE 2-2
90/91 – DERROTA 1-0
89/90 - DERROTA 4-1
88/89 - DERROTA 2-1

Tudo começou em 88/89, num dos últimos jogos do campeonato fora de casa, talvez mesmo o último antes da final da taça para a qual já estávamos apurados. Nesse dia, o estádio da Estádio da Reboleira estava completamente cheio, na sua maioria com adeptos do Belenenses, naquilo que já era o ensaio geral para uma onda de mobilização que haveria de pôr 20.000 a 25.000 belenenses no Jamor. Com o estatuto de mega-favorito já em poupança para o evento maior, marcámos primeiro numa recarga de Fernando Macaé na pequena área. Acabaríamos a perder 2-1 fruto da galvanização de um Estrela que se superou perante um adversário que reconhecia como maior.

Os nossos resultados na Reboleira têm um dado muito curioso - seguem a evolução inversa da habitual isto é, quanto mais longínquos, piores. Assim é que, com a viragem do século, surgem as vitórias folgadas. Em 99/00, o ponta de lança Rui Pataca fez o gosto pé marcando 3 golos. Já a época seguinte viria a servir para a afirmação de um ponta de lança que, nesse jogo, por lesão de Eliel, saltou do banco - o Brasileiro Marcão, que fez de cabeça, os dois golos da vitória.

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Seguiu-se um interregno pela descida do Estrela, retomado em 03/04, com um empate a 2-2, mas com sabor a … chicotada psicológica. Estivemos a ganhar 2-0, com o jogo completamente controlado, e acabámos por consentir um empate à conta do qual foi despedido Bogicevic, talvez o treinador que menos oportunidades teve no Restelo.

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Na época passada, com golos de Amorim e de Silas conseguimos uma vitória que, pensou-se, nos poria fora das agruras da descida. Acabou por não ser assim, pelo muito que se passou a seguir.

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Enfim, as deslocações à Reboleira, tirando as épocas iniciais, assinalam uma tendência para marcar e para ganhar. Oxalá assim volte a ser. Também é um local onde costumamos levar público, o que, desta vez, cremos, não acontecerá tanto como noutras pelo recente desaire caseiro, pelo horário e pela transmissão televisiva.

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Como dissemos em artigo anterior, é o Estrela que está desesperado e não nós. Não nos podemos deixar tolher por pensamentos menores, por medo e por falta de ambição. Para quem ache que o objectivo é a manutenção, uma vitória na Reboleira, atendendo às actuais posições de Aves e Estrela, coloca-nos, em termos racionais, fora desse campeonato. É bom que isso aconteça para rapidamente procurarmos outro, mais de acordo com as nossas obrigações históricas e actuais. O jogo tem que acabar com os clubes a apontarem para objectivos diferentes.

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No que tange ao onze inicial, assinala-se na defesa o impedimento de Nivaldo, facto que para nós significará a titularidade indiscutível de Rolando, não conseguindo alcançar as razões da dúvida lançada na imprensa sobre se jogará este ou Faísca?!

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No ataque, mais uma vez estaremos entregues à capacidade de luta de Dady. Do outro lado, estará um ponta de lança que, do nosso ponto de vista, deveria estar deste. Chama-se Dário e esperemos que esteja em dia não.

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Em suma, um jogo para ganhar, como todos os outros!

sábado, novembro 18, 2006

Com as botas do meu pai, também eu ... chegava ao Guiness!

Notícia saída no jornal do Metro, de 17 de Novembro de 2006:

O Presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, foi confrontado quarta–feira na reunião da autarquia pelo vereador do Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, com a entrega ao Sport Lisboa e Benfica de oito milhões e cem mil euros, através da EPUL, sem autorização do executivo municipal.

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Sá Fernandes afirmou ao “Portugal Diário” querer que o “Presidente da câmara se explique, porque alterar uma decisão da câmara e da Assembleia Municipal é muito grave”. “Estamos a falar de dinheiro público gasto sem suporte camarário para isso”. Confrontado com as acusações, Carmona Rodrigues solicitou ao vereador o envio das questões por escrito.

É preciso comentar? Basta isto: onde está a igualdade de tratamento?

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quarta-feira, novembro 15, 2006

GRANDEZAS


Qualquer adepto do Belenenses que seja psicologicamente normal quer que o seu clube seja Grande.

O gosto pelo pequenino, simpático, sossegadinho, não competitivo é uma aberração em Futebol, num clube de Futebol. Como é também uma aberração em qualquer clube que tenha Andebol, Basquetebol, Futsal, Râguebi, Ciclismo, Atletismo, Hóquei, Natação, Basebol ou lá que desporto competitivo seja.

Queremos, naturalmente, ser Grandes.


Não vamos aqui falar de sermos um dos 4 Grandes ou não, muito menos de sermos o 4º Grande. Obviamente, já fomos mais que o 4º Grande. Historicamente, somos o 4º. Hoje, estamos mais para baixo. Por uma questão de carácter, nunca falaremos em 3 grandes ou em qualquer outro número que não inclua o Belenenses.

No entanto, aqui tratamos é do que queremos ser.

E há duas maneiras diferentes de querer ser grande. Só que, para nós, apenas uma é verdadeira.
Há a maneira horizontal de querer ou fingir ser grande. É ter muitas modalidades, ir a todas, não ganhar nada, mas a ir a todas.

No programa Bancada Central, passo importante na pré-campanha eleitoral de Armando Cabral Ferreira, essa doutrinação esteve lá: somos simpáticos, porque não ganhamos, eheheheh! Temos pouca gente no estádio mas temos ali muitos jovens a praticar desporto, eheheh!

Estamos em plena fase acelerada de doutrinação sobre as virtudes desta pseudo-Grandeza. O cenário está montado. É mais ou menos isto: somos grandes porque até nem descemos no Futebol, com muito mérito, e até estamos bem noutras modalidades, e temos muitos praticantes. (?!)

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Este discurso só tem a pretensão de pegar depois de um trabalho de anos, que se encarregou de fazer considerar uma loucura qualquer veleidade de bons lugares no Futebol e de maltratar sistematicamente tudo quanto significa a paixão, a ambição, até a irracionalidade normal de um adepto de Futebol. Foi levado ao extremo o anti-ideal de um clube sem Futebol, ou com pouco Futebol, sem adeptos normais de Futebol, ou com poucos adeptos normais de Futebol. No fundo, querer matar a única, a verdaeira paixão que move um Grande Clube!

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A lógica do convite publicitado no dia do próprio jogo tem o efeito pérfido de dizer: “Nem assim vêm cá. Isto do Futebol é uma desgraça. Não, não é por aí que o Belenenses pode ser grande. O Futebol é um desporto muito incerto, em que até com grandes mestres da arte de bem treinar e ser a manager a toda a sela, como Couceiro e Carvalhal, não conseguimos nada. Só podemos é ser um grande clube eclético. Dos lugares jeitosos noutras modalidades. Dos muitos praticantes. Do bom conceito na sociedade civil.

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Ou seja, traduzindo, ficar em 6º lugar em 9 participantes no Basquetebol, por exemplo. Ou conquistar um lugar na Taça europeia Challenger e mandar o Águas Santas no nosso lugar. Ou ter Minhavas e Coelhos no Benfica e no Porto e dizermos que estiveram aqui. Ou a Vanessa e o Obikelu. E por aí fora.

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Para nós isto é grandeza só em desperdício. Para nós e para os milhares de adeptos do Belenenses que todos os anos rangem os dentes e vencem a barreira da última vez: “Não voltamos lá. Não voltamos lá a um Estádio onde se adoece de vergonha, de espectáculos miseráveis, de atitudes de renúncia a competir e querer ganhar, de jogadores sem gosto de jogar, de bancadas cada vez mais tristes, mais sombrias e mais povoadas de gente de duvidoso belenensismo!”.

Há a outra grandeza. É a grandeza vertical. A grandeza que olha para cima e que quer competir para ganhar. Que quer conquistar Campeonatos e Taças. Que quer ficar nos primeiros. Que tem o gosto do desafio, da competição com os melhores. Que quer ser dos melhores, ou mesmo o melhor, e não apenas ir andando lá. Que quer fidelizar e aumentar a massa adepta. Que quer ser um clube de adeptos normais. Adeptos que desejam festa e não enterros. Que desejam vitórias e não produtos anestésicos.

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É a grandeza da competência e não da comparência. Da potência e não da abstinência de vitórias.
Foi este Belenenses vertical que foi Grande. É ainda dos seus juros que sobrevivemos. Mas já pouco nos resta. Hoje, se levarmos alguém de outro clube a visitar o Restelo, e que jamais seria para ir equipado às listas verdes brancas ou festejar golos encarnados, só há já uma coisa que nos enche o peito de orgulho: a Sala de Troféus. O Estádio é lindo mas tem 50 anos. Agora há os do Euro 2004. Oferecidos a clubes, é certo, mas nem disso nos sabemos defender.

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Neste Belenenses vertical, pode haver outras modalidades, pode haver ecletismo, mas pensado como deve ser. Outras modalidades só interessam se dão prestígio. E o prestígio, nessas modalidades, só se obtém com grandes, grandes feitos. Ficar em 6º em Basquetebol ou Futsal não nos acrescenta um adepto ou um olhar de admiração num jornal. Esta é uma realidade. Outra, é que não podemos ser campeões nem sequer obter lugares de prestígio em 20 modalidades.



Espantosamente, ressuscitámos o Basquetebol para nos repetir mais 10 anos de banalidades, apesar de todos os Moore e Cameron, e mais sabe-se lá quantos americanos, enquanto começamos épocas sem defesas esquerdo, sem médios direito, ou com pontas de lança como o Djalmir e o Manoel.


Neste Belenenses, uma modalidade colectiva pode trazer-nos orgulho e prestígio. Meia dúzia de bons praticantes de Triatlo ou Pentatlo Moderno, de nível olímpico, podem completar. O Râguebi tem sido um caso diferente e pode continuar.

Para além disto, estamos a aplanar uma montanha. Pode parecer maior mas ao longe só as montanhas é que se vêem. Quem sabe do desporto pela Televisão e jornais desportivos ignora pura e simplesmente que tenhamos Voleibol ou saltadores à Vara. Sem ofensa para estes. Discutimos princípios, não discutimos atletas do clube.

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Mas a grandeza do Belenenses, a grandeza verdadeira, vertical, faz-se no Futebol. No Belenenses sadio, os bons momentos do Futebol atiravam também o resto do clube para cima. O contrário, as falsas amadoras a gritarem que é bom é o futebol lá em baixo, na 2ª, é patológico. Porque havemos de querer ser originais pela patologia?

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Num Belenenses normal, o nosso Futebol deveria ter o 4º ou, vá lá, o 5º lugar como classificações normais. Não é proeza nenhuma. É o lugar normal para o que representamos no Futebol Português. Há que dizer isto, porque querem-nos fazer crer que o Leiria ou o Naval têm melhores possibilidades. Mas, não é verdade. Só é verdade num estado de degradação da cultura futebolística azul.

O 4º/5º lugar faria de nós um clube novamente mais falado em termos internos e participantes regulares na Taça UEFA. Depois, haveriam as anormalidades normais. Não, não é um contra-senso. O normal é o equilíbrio dos extremos até onde se oscila.


Em épocas más, deslizaríamos para um 7º ou 8º lugar, aproximar-nos-íamos do meio da tabela. Obviamente, aproximar-nos-íamos vindo de cima. O “Belenenses é muito grande” de Cabral Ferreira é uma falácia, uma ilusão. Nenhum clube grande passa um defeso a saber se fica na 1ª Divisão. Ou a querer ficar nos 10 primeiros. Ou a ter anos zero. Tudo o que se tem feito e dito, nas últimas Direcções, é uma negação constante e tenaz da grandeza. Essa grandeza dos muitos fogos a apagar, dos seccionistas e jogadores dos 8ºs lugares do Basquetebol e quejandos, é uma grandeza completamente falsa. Toda a gente se ri dela. Os nossos adversários riem-se de gozo, os Belenenses que querem um clube para se orgulharem, de profunda tristeza. É afinal uma grande pequenez.

Nas épocas boas, o 4º/5º lugar serias superado por cima. Lá viriam mais Taças de Portugal. Ou, importante, fundamental, iríamos à Liga dos Campeões. Iríamos onde se recebem milhões, onde piscam os flashes, onde se vivem os sonhos de olhos abertos. Há muito que só temos pesadelos. Ir à Liga dos Campeões deveria acontecer de vez em quando, nas anormalidades positivas.

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Se nas anormalidades negativas, descíamos do 4/5º para o 6º, 7, 8º, nas positivas, subiríamos para o 3º, 2º, 1º.

Isto, sim, voltava a cheirar a grandeza. E é exactamente ao contrário da forma como Cabral Ferreira, o degrau mais baixo de uma escada descendente, vê e dirige o Belenenses.

Logo, não pode continuar.