Photobucket - Video and Image Hosting

sábado, dezembro 23, 2006

SOME OLD STORY

(por motivos técnicos, só hoje e agora pudemos publicar este texto)
Tantas vezes que já vimos este filme! Foi uma reprise. Quando jogamos bem contra o Benfica, a conhecida sorte e os árbitros dão-lhes a vitória.

Ontem, teve extremos de malvadez. Dos golos do Benfica, um surge de penaltie no mínimo duvidoso, dois de jogadas em que parece haver fora de jogo. Há dois penalties a favor do Belenenses por marcar. O 2º golo deles é de sorte, a mesma que nos negou golos, bola na costas de Quim e no poste do Benfica. Além disso, houve um festival de ocasiões perdidas pela equipa de azul com a Cruz de Cristo.

Os números são esclarecedores: na 2º parte, o Benfica fez 3 remates, o Belenenses fez 9 remates! Os gajos do Record põem isso na ficha do jogo, embora branqueiem todas as intervenções vergonhosas de Bruno Paixão que condicionaram o resultado do jogo. Até dizem que fez uma boa arbitragem. E só fazem uma leve alusão à sorte inenarrável do Benfica.

Nesta altura, lembro-me do slogan “toda a merda é Benfica, toda a merda é Benfica, toda a merda é Benfica, ó-é-ó”. Mesmo. Toda a merda é Benfica, e ontem mais que nunca: os 6 milhões de gajos que encornaram a propaganda, a malta que é do Benfica porque não sabe o que há-de ser e portanto é do Benfica, os gajos da Bola e do Record, o Cartaxana e o Querido Manha, os
locutores da televisão, o Bruno Paixão, o Pedro Henriques, o Mário Mendes, o Vítor Pereira, os árbitros lampiões que iam para a Associação de Setúbal para poderem arbitrar o seu “Benfica”, o poder político, a RTP e a SIC e a TVI, o nacional-parolismo, as meninas cheeeladers e as que as câmaras da tv vão filmar, as crianças que são mais crianças que as ouras porque são do Benfica, o menino Zézinho que vai passar o Natal contente, sem o fantasma dos 11 pontos, e sem lhe passar pela cabeça que a vaca do presépio não se pode comparar em tamanho e poderes milagreiros com a do Benfica, os postes, as escorregadelas do Costinha e todos os índios que hão-de hoje andar a arrotar postas de pescada de arrogância.

Mas é nestes momentos que nos sentimos mais do Belenenses que nunca. É algo que nada nos pode tirar, nem a máquina de propaganda dos três, nem a ausência da afirmação da identidade pelas últimas Direcções, nem os muitos erros cometidos. O Belenenses por reconstruir, terá que passar por estar rivalidades, assumindo-as em pleno.

Ontem, a nossa equipa contribui para esse sentimento de clubismo azul, porque jogou futebol e jogou melhor que o adversário. Jogou com o esforço correcto, que não é apenas o do teatro, do sprint inconsequente, mas o de querer ter qualidade e ambição. Teve-a. Factores incontroláveis impediram um resultado justo. Mas, pela postura, o nosso “Bravo!”.

E por isso, naturalmente ontem os adeptos do Belenenses apreciaram bem a atitude e mesmo a perder ouvia-se distintamente “Belém, Belém, Belém”. A TVI devia editar o som. Não convém nada saber-se que o Belenenses tem adeptos. É uma pouca-vergonha. Só se pode ser adepto de três. Vejam lá isso. Até nem é nada que já não tenha sido feito.

Jogámos bem, mas udo foi bom na nossa equipa? Claro que não. Costinha ontem não esteve bem, nem feliz em dois golos, Gaspar foi pouco expedito no 3º, falhámos golos incríveis. Bom, mesmo, foi a transição defesa-ataque, a tal de que Carvalhal falou tanto, mas que Jorge Jesus está a conseguir montar.
Falhámos nos limites, junto das balizas, embora dominando claramente a meio campo e em 70% do terreno.

Um recado para a equipa: a jogar assim, a sorte não há-de ser muitas vezes madastra como ontem. E nem sempre os árbitros hão-de ter um score de 13 vitórias e 2 empates a favor do nosso adversário, como o de ontem. O nacional-benfiquismo tinha que passar o Natal descansado e encomendou um Bruno paixão. Bastante eficaz. Mas, portanto, para a nossa equipa: continuem a trabalhar bem, e o 5º lugar está a 2 pontos e o 4º lugar a 3 pontos.

Uma boa Direcção deveria explorar a fundo o que ontem se passou, tanto em protesto como em mística. Deveria… Mas, temos o que temos. O Jorge Jesus pode fazer muito trabalho que caberia à Direcção, mas não faz parte da mesma.

Apreciações individuais

Costinha (1) - Teve culpa no 4º golo, teve metade de azar e metade de culpa no 4º. E como o Benfica não teve oportunidades além dos golos, não teve oportunidades para se redimir.

Gaspar (2) - Ligado ao lance do penaltie assinalado, mais que discutível facto que, por isso mesmo, não consideramos a seu desfavor. Mas podia ter feito mais no 3º golo. Esteve menos bem que nos últimos jogos.

Rolando (3) - Quase sempre bem na defesa e até podia ter marcado. Perto do fim perdeu uma bola que podia ser perigosa.

Nivaldo (3) - Novamente o melhor da defesa.

Alvim (3) - Saiu muitas vezes do lugar, pois Eliseu fazia a compensação. Mexido e ousado na 1ª parte, baixou no 2º tempo.

Sandro (3) – Exibição regular. Esteve quase a marcar, e se esse golo, no início da 2º parte, tem entrado, a história podia ser outra.

Ruben Amorim (4) – Grande exibição, a defender e a sair para o ataque. Só falhou nos remates, que não lhe saíram bem.

Zé Pedro (4) – Outra exibição positiva. Desta vez não marcou mas quase o fez, e criou ocasiões para outros.

Silas (4) – Tecnicamente excelente, enfrentando os adversários sem medo, e passando-os. Só faltou um pouco mais de acutilância a entrar na área. Está num bom momento.

Dady (2) – Exibição desconcertante. Sempre em jogo, e está evoluir no um conta um. Mas falhou golos que não se podem falhar. Mesmo com pouca sorte, numa das situações.

Roma (1) – Sem muito a dizer. Apenas a nota para a ousadia de Jesus, jogar só com 3 defesas na Luz.
Sousa (1) – Sem muito a dizer.

Pinheiro (1) – Sem muito a dizer.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

benfica 4 BELENENSES 0

Perdemos pesadamente, mas tivémos uma equipa em campo digna da nossa camisola.
Fomos derrotados pelo costume: a inenarrável sorte dos benfiquistas e vastas ajudas da arbitragem.

VIVA O BELÉM!

Lutem!

até à última gota!!!!!
Photobucket - Video and Image Hosting

quarta-feira, dezembro 20, 2006

JOGADOR MAIS VALIOSO - 14ª JORNADA

Esta classificação, sendo apresentada à 14ª jornada, só se refere aos últimos 4 jogos, pois só começámos a pontuar a equipa no jogo contra o Estrela da Amadora. Será actualizada até ao final da época após cada jornada.
A classificação baseia-se na soma pura e não nas médias, as quais são apresentadas ao lado para efeitos meramente indicativos. O objectivo é apenas medir em termos quantitativos, sem prejuízo da subjectividade inerente a todas as pontuações, o JOGADOR MAIS VALISOSO para a equipa.
ZÉ PEDRO ASSUME-SE

As exibições de Zé Pedro nos últimos jogos desta época têm-lhe granjeado o estatuto inequívoco de maior referência do plantel, um lugar que, para nós, só poderá ser desafiado por Silas ou por Nivaldo, embora a lógica do futebol seja sempre mais favorável aos avançados do que aos defesas. Ainda antes de entrar no estado de graça em que agora está tínhamos afirmado que Zé Pedro é uma dos melhores rematadores da Primeira Liga, senão mesmo o melhor. Tem feito valer essa característica ao ponto de ser o melhor marcador indiscutível da equipa e um dos melhores do campeonato. Seis golos em 13 jogos é marca de ponta de lança. Some-se a isso o seu trabalho como distribuir de jogo, que tem aparecido nos últimos jogos, e o resultado é liderar esta classificação.



Photobucket - Video and Image Hosting


Enquanto o plantel continuar a passar as mãos por esta gadelha, é sinal de que elas continuam a bater lá dentro!

Photobucket - Video and Image Hosting



Os “perseguidores”:


Photobucket - Video and Image HostingPhotobucket - Video and Image HostingPhotobucket - Video and Image Hosting

Com Silas ainda cá para trás, é um trio defensivo que persegue Zé Pedro, não fosse essa muralha uma das marcas desta equipa.

terça-feira, dezembro 19, 2006

DE PRIMEIRO DOS ÚLTIMOS A ÚLTIMO DOS PRIMEIROS… E AGORA?

Três vitórias seguidas mudaram muita coisa na prestação da equipa do Belenenses.

Antes destes três jogos, as nuvens eram muito negras. O pesadelo da repetição do desastre do ano passado estava a ganhar força. A angústia crescia. Já só éramos o primeiro dos últimos e temíamos ainda pior.

Nove pontos colocam-nos agora em 9º lugar, com os mesmos pontos do 7º, a dois pontos da Europa e a seis da Liga dos Campeões. A linha de água está já a 12 pontos, quase a meio do campeonato, 12 pontos à maior de equipas a quem ganhámos em sua casa. Somos agora o último dos primeiros. Já é melhor.


E agora? Parece-nos que não tem sentido e é ridículo e desabonatório continuar a dizer que o objectivo é só evitar a descida. Também não há razões para perdermos o sentido da realidade, até porque está claro que a nossa estrutura é Jorge Jesus, Jorge Jesus, Jorge Jesus, Jesus e Jorge, Jorge e Jesus. Nada mais. É verdade, e não é assim que se constrói o futuro. Porém, mais um ano sem nenhum objectivo continuará a acelerar a erosão da massa adepta. Devemos portanto continuar a pensar jogo a jogo, discurso correcto do treinador (tire lá é a referência aos três grandes, não há necessidade), mas sem perder a ambição. Ter medo de ser feliz é puro masoquismo.

Vem aí o jogo da Luz, contra um adversário que mexe com o que resta do verdadeiro Belenenses. Mandamos às malvas as rivalidades patetas, absurdas e sem sentido com clubes recém-surgidos nos palcos maiores. Quando deixar de ter adeptos para quem um jogo com o Benfica diga mais do que jogos contra o Leiria ou o Aves, acabou-se. O Belenenses terá morrido.

Num clube que cuidasse da sua identidade, sem a ideia pateta e primária que bons resultados fazem directamente e sem mais boas assistências, o que já desmontámos no último post, estaria a ser feita uma mobilização de adeptos para mostrar, na Luz, que a nação futebolística do Belenenses ainda existe. Há poucos anos, tivemos lá mil e tal adeptos. A bitola deveria ser essa, no mínimo. Cero que tudo isto necessitaria de um élam que não há, mas façamos um esforço, nós, Adeptos.

Aos adeptos, dizemos: “vamos, sem medo, mostrar que o Belenenses existe”, que existe e quer mostrar que existe, que quer mostrar que existe como clube que não se verga, que não encaixa como acessório no futebol Português, que tem a sua identidade, que tem as suas ambições.

Aos jogadores, dizemos: “Este é um jogo em que têm tudo a ganhar e pouco a perder. Do pouco a perder, só há que evitar algum acidente que desmoronasse a equipa. Isso evita-se com concentração e manutenção de postura em qualquer circunstância. A ganhar têm muito: a vossa auto-estima, a consideração dos adeptos, o conceito de um clube respeitável, conceito esses que está entrelaçado com vocês para o bem ou para o mal. Se vencerem o jogo, o inferno deixa de se ver. Mais: podem sair do purgatório para o Céu. É a altura de mostrar de que massa são feitos. Não se conformem com a mediana.

Não queiram passar sem deixar um registo de vós na história”.

Portanto, vamos ao 4º. Quer dizer, ao 4º jogo sem perder, e melhor ainda, ao 4º jogo seguido a ganhar. Nós acreditamos!


segunda-feira, dezembro 18, 2006

O "equipamento" cor de laranja

Não vale a pena tecer grandes teorias sobre a nossa vestimenta cor de laranja. E não vale a pena porque ela, verdadeiramente, não existe. E não existe porque nós não vestimos de cor de laranja. Vestimos de azul, sendo isso das poucas coisas em que toda a gente está de acordo, até aqueles que não são do Belenenses. A cor de laranja aparece ali por um acto de “retro-marketing” gerado pelo pior foleirismo e “macaquismo de imitação” que este país é capaz de produzir e ao qual o Belém, embora atrasado, não ficou imune. Com efeito, a experiência das “outras cores”, mesmo as que nada têm a ver com os equipamentos que identificam os clubes, já teve o seu tempo. Foi moda em alguns clubes Europeus aqui há alguns anos e foi moda que não pegou. A génese clubística do futebol venceu a lógica do marketing. Os estilistas bem queriam, mas, coitados, não conseguem entrar no futebol. Como tudo o que é moda lá fora, chegou atrasada a Portugal. Desaparecerá depressa, com a mesma pressa que desapareceu lá fora. Basta ver as grandes equipas europeias para perceber que hoje já raríssimos são os jogos em que não jogam com o equipamento oficial ou com o alternativo oficial. Os “laranjas”, “verdes fluorescentes”, “roxos”, etc, já desapareceram e só tiveram o mérito de fazer os adeptos amarem ainda mais as suas cores originais. Sendo certo que não se deve brincar com coisas sérias, também é verdade que não há nada como uma boa “fricalhada” de vez em quando, para fazer recuperar o bom gosto. Deve ter sido essa a genialidade dos “experts” do marketing que estão por detrás disto!

domingo, dezembro 17, 2006

A questão do vínculo clubístico

Não é hábito deste espaço discutir aspectos genéricos do futebol Português ou outros que digam respeito a clubes que não o nosso.

O tema deste artigo poderá parecer deslocado face a este critério, mas não o é.

Trata-se, na verdade, de um tema altamente premente para nós: o grau de fidelidade da massa adepta às bancadas do seu clube, vulgo dizer, as “assistências”.

O caso que dá o mote a esta reflexão ocorreu esta semana e conta-se nas seguintes palavras: o Braga alcançou um feito histórico, que foi seguir em frente na Taça UEFA após passar a fase de grupos, mercê de uma vitória caseira sobre o Grashoppers. Enquanto o clube exultava com o feito, o presidente António Salvador destoava, dizendo-se desiludido, magoado e disposto a abandonar o clube. A razão era a escassa assistência que jogo havia tido - cerca de 11.000 pessoas. Salvador foi mais longe afirmando mesmo que “não valia a pena continuar” e que “se calhar era melhor mudar o clube para o Porto, Barcelos (esta última uma burrice galopante pois Barcelos tem ainda menos clubismo que Braga) ….” ou, suprema heresia, “…. para Guimarães”!

Se as afirmações de Salvador podem, à primeira vista, parecer compreensíveis e aceitáveis como crítica a uma massa adepta “ingrata” que não aproveita o excelente trabalho e esforço de gestão (que para nós é notável) da sua direcção e o seu efeito inegável de crescimento futebolístico, já uma análise mais profunda mostra outras coisas e permite chegar à chave do problema.

Para o fazer, nem sequer é preciso encomendar estudos a especialistas. A explicação é dada pelo Silva do restaurante “Silvas”, de Braga, que a Bola entrevistou quando andou pela cidade à procura do mistério das fracas assistência.

O Silva lá explicou que o problema era simples e que a própria pessoa que dele se queixava - o Salvador - era uma exemplificação clara do problema. É que o Salvador, pasme-se, é Dragão de Ouro! Ou seja, o Salvador dirige o Braga, mas tem as insígnia máximas do clube que fica 60 Km abaixo e que, em condições normais, deveria ser um foco de rivalidade mobilizadora do clube que dirige. Ainda nas palavras do Silva, aponta-se o síndroma do “duplo cachecol”, que, no caso de Salvador, se somarmos a insígnia dos Andrades aos seus recentes passeios ao México na íntima companhia do presidente do Benfica, numa viagem de promoção benfiquista à qual o presidente do Braga se associou como adereço, o problema pode ser mesmo de “triplo cachecol”.

O Silva explica o óbvio: o Braga pode ganhar, pode fazer proezas na UEFA, pode até chegar à Liga dos Campeões. Pode fazer isso tudo. Mas há um problema: não tem identidade! Vive na mais assumida promiscuidade com as forças dominantes do futebol Português. Em vez de afirmar a sua independência, a sua identidade, faz o contrário, dilui-a por todos os meios que tem ao seu alcance. E o Salvador, seu presidente, é disso o exemplo vivo.

Aliás, as suas ameaças de mudança para Guimarães são outra prova inequívoca de que ele representa muito mais o problema do que a solução. Trata-se de uma asneira absurda. A interpretação dessas palavras é a seguinte: o que interessa é arranjar uma equipa que jogue bom futebol que as pessoas, se não forem ingratas, vêm a correr. Para ele, os de Guimarães viriam. Salvador faz o seguinte raciocínio: se os Vimaranenses que andam pelos calabouços da Liga de Honra metem 20.000 no estádio, se fossem comigo (com ele) à UEFA punham 30.000 pelo menos.

Tremendo erro! Na realidade, não punham nenhum. Aliás, mesmo que se tornasse subitamente Vimaranense, Salvador nem lá entrava. E isso por duas razões que os de Guimarães (que têm identidade) não lhe perdoariam: porque é Dragão de Ouro e porque passeia de mãos dadas com o presidente do Benfica.

A reflexão, com a ajuda das palavras do Silva (que valem por 4.000 horas de acessoria da Deloitte ou equivalente) chega à conclusão principal: NÃO SÃO OS RESULTADOS QUE CRIAM ASSISTÊNCIAS REGULARMENTE BOAS. O QUE AS CRIA É UM FORTE SENTIMENTO CLUBÍSTICO DE INDEPENDÊNCIA E DE IDENTIDADE.

Atenção que não é o bairrismo. Braga é tão ou mais bairrista do que Guimarães. Acaba em “ismo”, mas é diferente. É o “clubismo”. É o sentimento através do qual um grupo de pessoas acha que o seu clube é a única coisa que interessa e que todos os outros são rivais. Isto faz clubes.

Por isso, Guimarães tem 20.000 na Liga de Honra, enquanto Braga tem 11.000 na Taça UEFA.

E é esta conclusão principal que nos interessa. É esta a conclusão a que muitos no Belenenses querem fugir e que explica as tremendas asneiras que nos têm assassinado nos últimos anos e que têm, só para dar um exemplo, culminado com a inenarrável presença de centenas de adeptos de clubes adversários na bancada dos sócios.

Um teste permitiria testar isto empiricamente. Era questão de experimentar colocar as tais centenas de lagartos ou lampiões que têm acedido à nossa bancada, na bancada de sócios do Guimarães.

Não seria para os mesmos uma experiência violenta, pela simples razão de que não chegariam a entrar nessa bancada.

Quem acompanha o futebol sabe distinguir de memória as bancadas de sócios dos clubes onde há duplo cachecol e onde não há. Braga sempre foi e será um exemplo dessa presença. Guimarães, não. O resultado são 20.000 na segunda a 11.000 na UEFA.

A bancada de sócios do Restelo já foi um dos “locais livres de duplo cachecol”. Deixou de o ser nos últimos anos, havendo que “agradecer” a quem de direito.

Mais exemplos de que os resultados não são a mais importante fonte de mobilização, podem ainda ser encontrados no nosso futebol. É conhecida a história de um funcionário administrativo da UEFA que, respondendo a uma pedido de emissão de 3.000 bilhetes por uma colectividade portuense apurada para uma competição Europeia e que jogava em casa, decidiu enviar 30.000. Quando lhe devolveram os 27.000 excedentes, o aludido explicou que não tinha sequer imaginado ser possível que um clube recém campeão no seu país pudesse apenas ter 3.000 adeptos em casa e que, por isso, havia “corrigido” o pedido.

Ora, esse clube é aquele em que a referência mor, pai do actual presidente, é um conhecido e assumido sócio do Sporting e em que o filho, que agora gere o clube, decidiu, por razões monetárias, vender ¾ do estádio ao Benfica num jogo de há duas épocas, empilhando sócios e claque numa só bancada. O mesmo que contrata um treinador e, semanas depois, mediante um prato de lentilhas, obedece à ordem de requisição portista e o deixa sair para o rival local.

Enfim, vê quem quer.


Desmond Morris, ilustrou como a raiz do futebol é tribal. No futebol, as massas adeptas criam-se e mobilizam-se através de um sentimento de vínculo e de paixão, para os quais a identidade e independência - e a sua consequência necessária - a RIVALIDADE - são factores essenciais.

Os resultados são importantes, mas apenas como forma de alimentar esses factores.

Sozinhos não fazem nada!

Por alguma razão, nunca pegaram no futebol os jogos de exibição tipo “all start” e não há “concursos de pontapés de bicicleta”, como no Basket há concursos de afundanços.

A malta do futebol é feita de outra carnadura e vai ao estádio para ver bom futebol, mas, sobretudo, para ver a sua equipa ganhar, ou pelo menos, para lutar até à morte pela sua camisola.

O vínculo principal é à equipa. Não ao espectáculo.

Por fim, há o aspecto secundário a que também se alude na “questão bracarense”. O aspecto do estádio.

O paralelismo com o Restelo é evidente: magnifica obra de arquitectura, mas que não está pensada para cativar adeptos a lá ir. Ganha prémios de arquitectura, mas não de assistências.

Photobucket - Video and Image Hosting

No Belenenses, já devíamos há muito estar a reflectir (ou mesmo a actuar) sobre isto. Pensamos que a solução andará por uma afirmação óbvia: pode-se ter uma grande obra de arquitectura, mas que seja, ao mesmo tempo, um estádio pensado para cativar gente para assistir ao futebol.

No nosso caso, os problemas são óbvios: bancadas a um kilómetro do rectângulo de jogo, ausência de espaços modernos e convidativos para os sócios, preferência pelas tascas, etc. etc.

Há que resolver isto!

sábado, dezembro 16, 2006

obrigadinho, obrigadinho

Espetar 4-1 fora ao 5º classificado e ser o único jogo desse dia lá nos deu direito a umas tirinhas nas primeiras páginas.
Vá lá, vá lá, o melhor é agradecer e não refilar muito.
Se conseguíssemos um dia ganhar 72 a 0 ao Barcelona em Nou Camp ainda éramos capazes de ter uma "tira" para aí do dobro do tamanho.
Isso, obviamente, se o Simão ou o Moutinho não se tivessem constipado na véspera!

Photobucket - Video and Image Hosting

Crónica de uma goleada fora

A primeira coisa que se deve dizer como comentário ao jogo de ontem é que é uma felicidade para os adeptos ver jogos assim. No futebol, ganha-se e perde-se, mas são vitórias como a de ontem que empurram as equipas de encontro aos seus adeptos, formando a identidade na qual se formam os grande clubes de futebol.

Sejamos claros: a nossa equipa não é uma “equipa de sonho”, que pegue na bola e a circule abundantemente pelo meio campo do adversário, fazendo aquilo a que se chama o “domínio de jogo”.

Pelo contrário, é uma equipa que economiza e racionaliza o seu ataque e que está vocacionada para espremer ao máximo cada passagem do meio campo adversário.

Se nos libertarmos dos “clichés” habituais do futebol (cada vez mais em crise no futebol moderno) nada impede que se considere uma equipa com estas características como uma equipa forte. O Belenenses dos últimos jogos está claramente a sê-lo e parece estar a consolidar aquilo que lhe faltou nos últimos anos - uma identidade.

Aqui reside o grande mérito de Jorge Jesus. Transformou uma equipa com lacunas evidentes (aliás, claramente assumidas pelo próprio) numa equipa que faz dos seus pontos não lacunares pontos muito fortes, ganhando com isso jogos e começando a afirmar uma identidade que já não passa despercebida neste campeonato.

Mesmo para uma massa adepta calejada como a nossa, precavida para não sonhar alto, é impossível não se ficar entusiasmado com uma goleada fora como esta, num terreno fértil em desestabilizações emocionais e num jogo que seria um teste à capacidade de concentração e à mentalidade da equipa.

O teste foi superado e de que maneira!

Mais uma vez marcámos cedo, ainda antes da passagem do primeiro quarto de hora, coisa que fizemos pela terceira vez consecutiva. Pontua neste aspecto a forma correcta como a equipa agora entra em campo, sem desvios de concentração, séria e confiante perante o jogo.

Um Silas descaído para a direita foi o ponto de referência de um ataque muito bem servido por Zé Pedro, que, desta vez, não só marcou, como cumpriu exemplarmente a sua função de distribuidor de jogo.

Logo nos nossos primeiros artigos, salientámos o quão Silas e Zé Pedro são fundamentais numa equipa sem ponta de lanças e sem uma dinâmica de ataque que funcione com alas puros. Essa essencialidade tem sido demonstrada ao longo deste campeonato.

O nosso primeiro golo é disso um excelente exemplo. A defesa do Marítimo estava composta e em superioridade numérica. O que gera o golo é a qualidade fantástica do passe que rasga uma defesa e a classe do trabalho de Silas na área. Um golo de qualidade internacional!

A solidez defensiva responde a seguir, com uma defesa em linha que utiliza confiante e destemidamente o fora-de-jogo com isso coartando a racionalidade ofensiva do adversário.

Espremem-se, então, mais duas das armas que temos: a bola parada, saindo dos pés de Silas um cruzamento muito bom para a área de finalização e, na recarga, a meia distância, mais uma vez pelo “atirador furtivo”, por quem mais havia de ser.

Com 2-0 ao intervalo, a certeza da vitória começava a ganhar consistência.

A entrada na segunda-parte está longe de ser famosa. A nossa segunda linha defensiva (que engloba os trincos e os próprios médios-alas) desce perigosamente para perto da primeira, recuando a muralha para perto da nossa área. O Marítimo alonga a largura da frente de ataque e consegue jogar o suficiente nas alas (sobretudo na ala direita do seu ataque, esquerda da nossa defesa) para criar bastante perigo. Passamos assim 10 minutos de alguma pressão, sem que o muito espaço que o Marítimo abre atrás se si seja por nós aproveitado, faltando capacidade de retenção de bola e acontecendo um fenómeno já ocorrido em jogo anterior: com a recuperação de bola feita muito cá atrás, o nosso contra-ataque não consegue cumprir os 70 metros que o separam da baliza adversária.


Jesus lê muito bem o jogo. Percebe que é o nosso lado esquerdo que está em défice, sendo por aí que o Marítimo arrisca ofensivamente, mas, simultaneamente se desguarnece defensivamente. Manda entrar Eliseu, cremos que para ajudar a resolver o primeiro factor e para explorar o segundo.

Eliseu compensa-o resolvendo-lhe o jogo em 3 minutos, exibição que seguramente recordará pela sua carreira fora. O golo é fabuloso, não só pela forma rápida e destemida como arranca e aguenta o adversário que lhe vai no encalço, como pelo seu entrar na área de cabeça levantada, colocando o guarda redes perante a angústia do remate ou cruzamento, e acabando com uma colocação milimétrica da bola no buraco da agulha.

Três minutos depois, Eliseu repete a dose, desta vez carregado quando já tinha o corpo balanceado e a bola ajeitada para encher o pé.

Zé Pedro, frio e responsável, fez a bola ir para um lado e o guarda redes para o outro, naquilo a que se chama uma cobrança irrepreensível.

A vitória já tinha passagem marcada para Belém, mercê da exibição fantástica de uma equipa que jogou futebol de uma forma séria, adulta, dedicada e que esteve mais do que plenamente à altura da grande camisola que veste.

É certo que passámos por momentos de desconcentração e descompressão a seguir, tendo neles dado um golo ao adversário. Mas, nem nos preocupa este ponto. Com franqueza, não acreditamos que haja no globo terrestre uma equipa que esteja a ganhar 4-0 fora e que não descomprima nos instantes a seguir.

Para mais, o golo do adversário fez a equipa regressar aos seus níveis de concentração, sendo disso bom exemplo Costinha, que, logo após o brinde do 1-4, faz uma defesa fabulosa de grau de dificuldade extremo e que impediu o 2-4 e uma eventual galvanização do adversário.

É de notar que conseguimos, ainda, soltar algumas vezes o contra-ataque, construindo uma jogada fabulosa que culminou num belo golo de Amorim, mal anulado e que seria o 5º!

Uma exibição de gala de uma equipa que vestiu o fato de macaco.

Um fato de macaco “cor-de-laranja”, tonalidade que não deixa de nos horrorizar e de escandalizar (e cuja não repetição exortamos), mas que acaba associado a um resultado histórico.

Enfim, uma exibição e um resultado que hoje nos permitem entrar nos cafés onde se discute bola de cabeça erguida.

Apreciações individuais

Costinha (4) Não obstante a oferta do 1-4, merece nota positiva e alta pela segurança demonstrada durante o jogo e por duas defesas decisivas. Uma na primeira parte, num lance difícil e uma outra na segunda, esta de elevadíssimo grau de dificuldade e que merece entrar no anuário das grandes defesas do futebol Europeu.

Gaspar (3) Sem deslumbrar, esteve rijo e forte como é seu timbre.

Nivaldo (4) Mais uma vez ao seu estilo, quase omnipresente e a comandar uma defesa que esteve tacticamente irrepreensível. Tem na segunda parte o deslize que fez brilhar Costinha, mas o seu caudal de intervenções positivas durante o jogo mantém-no numa nota positiva alta

Rolando (4) Impecável

Alvim (3) Pela segunda vez consecutiva, cumpre, mas sem deslumbrar. Pouco subiu e, embora sem erros flagrantes, precisou de muita ajuda para parar o Marítimo no seu flanco na segunda parte.

Sandro (4) Exibição notável de um jogador que é dos que menos apreciamos no plantel. O posicionamento defensivo foi irrepreensível, sendo o maior responsável por emperrar o jogo ofensivo do Marítimo. A maior surpresa vai, porém, para alguma capacidade de manutenção e passe que lhe permitiu interagir com o ataque.

Amorim (5) A subir claramente de forma. Dedicado ao jogo e concentrado, jogou e deu a jogar. Mais uma vez, conseguiu ainda vir de trás e finalizar, coisa que é importante que faça e que só por erro da arbitragem não nos deu mais um golo.

Cândido (3) Lutador. Embora muito devagarinho, vai subindo de jogo para jogo. Mas, ainda falta muito para o 4.


Zé Pedro (5) Um jogo muitíssimo bom! A defender, a armar jogo, a rematar de meia distância e frio a cobrar a grande penalidade como se impõe. Assumiu todas as responsabilidades que tem na equipa com superioridade. É a prova viva de que, mesmo um "jogador de treinador" (aposta pessoal de Caravalhal), ganha como futebolista quando a mentalidade competitiva passa para outro patamar (o de Jesus). Nós ganhmaos imenso com isso. Consolida-se como a nossa grande marca futebolística!




Silas (5) Assumiu a sua condição de referência máxima do ataque neste jogo logo desde o início. Mostrou a classe que tem no excelente golo que nos abriu as portas da vitória.

Dady (3) Sem muita intervenção no jogo, demonstrou a entrega que se lhe reconhece.

Melhor em campo

Eliseu (5) Pode parecer injusto para Zé Pedro, mas o futebol tem algo de irracional. É certo que durante 90 minutos Zé Pedro esteve a altíssimo nível, mas o que Eliseu fez em 3 minutos vindo do banco só o pode colocar como figura do jogo. Bravo Eliseu!




Manoel e Cabral (1) Muito pouco tempo em campo



Jorge Jesus (5) (porque o limite é cinco, pois, se mais houvesse, mais o pontuaríamos) Merece inteiramente o estado de graça em que está. Tem trabalhado dedicadamente para isso. Há duas evidências: i) trabalho de base, traduzido na personalidade que a equipa apresentou em campo e ii) trabalho de banco. Ontem foi à Madeira dar uma aula sobre a matéria. Bravo Mister!




Notas finais:

É provável que se gere a partir de agora a infindável discussão sobre os benefícios e malefícios do “endeusamento” vs “a falta de ambição”. Não somos especialistas, mas o que o nosso senso comum nos diz é que a melhor receita é o “jogo a jogo”. Jesus parece segui-la.

O fundamental para nós é que a equipa não perca os seus caracteres de concentração e de entrega ao jogo, ou seja, que não perca a sua identidade em campo.

Não podemos ser “os maiores”, mas, também, não podemos ser os “coitadinhos”.

Deixemos as “europas”, mas deixemos também as “manutenções”, os “lugares tranquilos”, as “construções sustentadas”, “os meios da tabela”, as “etapas de crescimento”, etc., etc., etc,.

Façamos uma coisa mais simples: concentremo-nos e trabalhemos para ganhar o próximo jogo na Luz!

E assim sucessivamente.

As contas, depois, fazem-se no fim!

fotos e gravuras: 1ª - Mais futebol, 2ª O Jogo, 3ª e 4ª Mais Futebol, 5ª Record, medalhas Record

Marítimo 1 - BELENENSES 4

OBRIGADO!

Photobucket - Video and Image Hosting

Estamos demasiado eufóricos para escrever. Crónica só amanhã!


BELÉM! BELÉM! BELÉM!

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Marítimo vs BELENENSES (Caldeirão dos Barreiros, amanhã, Sexta Feira, 20H30, na Sport TV)

Tal como se pode atestar pelos números que estão abaixo, as nossas estatísticas na Madeira contra o Marítimo são abaixo de miseráveis.

23 jogos, 5 vitórias, 5 empates, 13 derrotas, 15 golos marcados, 28 golos sofridos

A explicação será óbvia: eles apareceram na Primeira Divisão precisamente no momento em que nós começámos a decair.

Ainda assim, os números não deixam de horrorizar!

Haverão, ainda, outras explicações.


A primeira terá a ver com as características próprias do terreno, entre as quais pontua uma acentuada inclinação que se verifica na direcção da baliza das equipas continentais, (com excepção daquelas que estão bem escudadas junto das entidades que nomeiam árbitros). São, na verdade, conhecidas muitas histórias que envolvem o paradisíaco ambiente Madeirense e a sua natural influência nos que têm que ajuizar e aos ambientes deveriam ser imunes. Enfim, “é humano”, dir-se-á. “é o futebol Português”, dirão outros. Diz a história que nós temos sido das mais notórias vítimas dessa inclinação. Este ano, como sabemos, também, o nosso banco, com excepção do treinador, não é propriamente muito activo na execução da contra-pressão (valha ela o que valer e, por vezes, contra terrenos tão inclinados, nem vale muito). Enfim, preparemo-nos para a inclinação.


Os ares da Pérola do Atlântico costumam produzir ainda outro efeito, desta vez interno. Em primeiro lugar, há todo um ritual de deslocação, voo e pernoita, que, mesmo para profissionais que a isso deveriam estar imunes, por vezes desestabiliza emocionalmente. Este facto, em abono da verdade, não é específico do nosso clube, sendo assinalado em quase todos os continentais que lá se deslocam, variando em intensidade conforme os índices de concentração e blindagem psicológica do grupo forem maiores ou menores. Já mais complicadas poderão ser outro tipo de atitudes (de que já houve notícia em ocasiões passadas) e que envolvem renuncia a importantes períodos de repouso, com a inerente perda de um equilíbrio emocional e competitivo essencial ao bom desempenho de qualquer futebolista.

Desta vez, porém, com um treinador que, segundo as informações que temos, é uma pessoa disciplinada e disciplinadora, estamos confiantes que nada disso afectará a equipa não obstante alguns meios de comunicação social poderem tentar passar a ideia de que já se pode respirar de alívio e inerentemente… descomprimir. Erradíssimo pensar assim. Pelo contrário, estamos confiantes, mais uma vez estribados naquilo que conhecemos ser o perfil do treinador, que a equipa vai à procura da única coisa possível como objectivo no futebol – mais uma vitória!

Não somos adeptos dos “objectivos de época” nem da lógica do “mais um pontinho para chegar aos 30”. Somos apologistas de jogar para ganhar cada jogo, tenha-se 7, 17, 27 ou 57 pontos à 14ª jornada.

Porém, se pensarmos em termos de importância face ao momento do campeonato, diríamos o seguinte: uma vitória convinha-nos para entrarmos embalados nos próximos 3 jogos, os quais, esses sim, são a coisa mais próxima do que poderemos chamar de “o nosso campeonato”. Mais do que em todos os outros, é nos próximos 3 jogos a seguir a este que a nossa vontade de ganhar está mais exacerbada, por razões lógicas, óbvias, culturais, filosóficas, existenciais, vivenciais, históricas e futuras. Nesses confrontos, de cuja importância muito nos esquecemos nestas últimas décadas – com as duras consequências que estão à vista – se afunda ou se recupera a nossa imagem.

Agora, sem que este tenha a ver com os próximos, atrevemo-nos a dizer uma banalidade: uma vitória seria um bom elixir, como todas as vitórias o são.

Por isso, com a mesma seriedade competitiva com que jogámos e ganhámos os últimos jogos, estamos convictos que traremos do Caldeirão mais 3 pontos!

quarta-feira, dezembro 13, 2006

acabar com a oposição antes que ela exista

Já publicámos neste espaço vários artigos evidenciando que os jornais desportivos, em especial os dois de Lisboa e, de entre estes, particularmente, o Jornal “Record”, desde a assembleia que chumbou o orçamento, fazem campanha aberta por Cabral Ferreira.

Há hoje mais um episódio que permite perceber o objectivo estratégico dessa campanha. Ele é: é preciso acabar com a “Oposição” antes que ela exista.

È que, neste momento, não há qualquer “Oposição” no Belenenses. Pode ser distracção ou falta de informação nossa, mas a verdade é que ainda não demos conta de qualquer anúncio público e formal de uma lista que pretenda concorrer contra a actual direcção. O mais perto que existe disso consta de uma notícia aqui reproduzida que apareceu no jornal não desportivo (facto bastante significativo) Diário de Notícias dando conta de o associado Fernando Gouveia da Veiga estaria na disposição de ser candidato. Porém, temos que aceitar que não é um anúncio formal, embora a referida notícia reproduza declarações do mesmo afirmando essa disponibilidade. Para além disso, só há “nomes que circulam”, sendo todos eles “reprises” de pesadelos passados ao bom estilo do “vira o disco e toca o mesmo” . Ora, neste cenário, é para nós extraordinário como é que o autor deste texto se dirija à “Oposição” e que se dirija nos termos em que o faz.

No nosso modesto modo de ver, é no mínimo injusto dizer que a Oposição, depois de ganharmos dois jogos terá de “esperar por melhores dias”. Tal frase significa que aquilo que o Autor do texto considera ser a “Oposição Interna” (coisa que, reafirmamos, só o Autor do texto poderá saber o que é) tem “dias melhores” quando o clube perde e, portanto, “dias piores” quando o clube ganha, quer isto dizer, que deseja a derrota do clube, ou mais claramente, não é adepta do clube (pois, para nós, um adepto do clube deseja sempre que o seu clube ganhe!). Mais que não fosse por ser jornalista, o autor do texto poderia ter aventado a hipótese de a tal “Oposição Interna” ser constituída por adeptos do clube que desejam a vitória deste sempre e em qualquer momento, que apenas pretendem livrar o Belenenses do pesadelo Cabral Ferreira antes que seja tarde e que o querem por um conjunto vasto de males que Cabral Ferreira trouxe a este clube.

Há, depois a subtileza de autonomizar os “adeptos azuis”, que, para o autor do texto, “respiram de alívio”, da “oposição interna”, que, para o mesmo, “terá de esperar por melhores dias”! Pergunta ingénua nossa: não haverá qualquer hipótese de os “opositores internos” (quaisquer que eles sejam) poderem ser, também, “adeptos azuis”? Ou, o simples facto de serem “oposição” lhes faz perder o estatuto de adeptos?

A manifestação que desencadeou isto tido, foi, no fundo, uma simples votação de um orçamento em que o órgão magno do clube - os sócios reunidos em assembleia - expressou a reprovação pelo modo como a direcção exerceu um mandato e como pretendeu estabelecer as bases para gerir o clube nos próximos 12 meses. Tentar agora afirmar que esta é gente que quer ter “melhores dias” a ver o seu clube a perder, ultrapassa a falta de respeito. Trata-se de um acto despudorado de propaganda!

E uma propaganda que tem um objectivo que agora é transparente: Cabral Ferreira sabe que qualquer lista de gente não comprometida com o passado e com ideias claras sobre a necessidade de mudar o rumo do clube lhe ganhará com facilidade as eleições. Há uma unanimidade no pensar dos sócios sobre a necessidade de não repetir Cabrais Ferreiras e sobre a urgência em entregar o clube a gente nova. Mais do que unanimidade, há um anseio geral. Portanto, a única hipótese de vitória de Cabral Ferreira é não haver uma oposição desse tipo. Se houver uma lista de Sequeiras Nunes, Barros Rodrigues e outros “discos que tocam o mesmo” então, a votação poderá ser renhida, pois dos 1700 que votaram nas últimas, 1.500 não porão lá os pés por manifesta desnecessidade. Aí pode haver um101 a 99 ou mesmo um 100 a 100.

Por isso, fica agora claro onde se pretende chegar: há pessoas empenhadas em criar, o quanto antes, uma aparência de pseudo unanimismo à volta de Cabral Ferreira. Vamos abusar da nossa capacidade de previsão e arriscar um palpite: se e quando estiver perto a formalização de uma “Oposição” vai valer a penas ler alguns jornais!!

Por último, não queremos deixar de salientar um facto que, por paradoxal que pareça, nos agrada. Por via destes empenhos “político-clubísticos” nos últimos dias ganhámos espaço em jornais onde não tínhamos nenhum. Está bem que esse espaço foi “orientado”, mas, que diabo, não se pode ter tido. Hoje chegámos à página 2 e se não fosse a tendência para intervalar a sucessão de imagens com um personagem insípido do nosso futebol que dá pelo nome de Manuel Machado, o alinhamento teria sido este, que nos permitimos reproduzir com uma ligeira montagem da nossa parte:


Photobucket - Video and Image Hosting


Só não concordamos com o alinhamento!

Fonte: todas as imagens são do jornal "Record"

terça-feira, dezembro 12, 2006

JOGADOR MAIS VALIOSO - 13ª JORNADA

Esta classificação, sendo apresentada à 13ª jornada, só se refere aos últimos 4 jogos, pois só começámos a pontuar a equipa no jogo contra o Estrela da Amadora. Será actualizada até ao final da época após cada jornada.
A classificação baseia-se na soma pura e não nas médias, as quais são apresentadas ao lado para efeitos meramente indicativos. O objectivo é apenas medir em termos quantitativos, sem prejuízo da subjectividade inerente a todas as pontuações, o JOGADOR MAIS VALISOSO para a equipa.

GASPAR MANTÉM LIDERANÇA

Photobucket - Video and Image Hosting

Photobucket - Video and Image Hosting


Apesar de se ter salientado pouco no último jogo, Gaspar continua a sua marca assinalável. A jogar numa posição que não é a sua (embora isso pareça importar-lhe pouco - ver abaixo), consegue um pleno de pontuações positivas que o mantém na liderança desta classificação. Todos os jogadores terão picos e baixos de forma, mas Gaspar parece ser pouco vulnerável a isso. Curioso será ver se manterá o lugar de defesa direito. Cabral parece recuperado e, a não ser que as suas “azias” sejam outras, quererá lutar pelo lugar. Era bom que assim fosse. Uma equipa precisa de jogadores que se sintam pressionados e não com lugar cativo. Força Gaspar!

Nem de propósito, vêm hoje publicadas declarações suas no Record. Reproduzimo-las como exemplo da atitude que deve ter um jogador de qualquer plantel, especialmente quando esse plantel é o de uma das mais importantes camisolas do nosso futebol






Os “perseguidores”:

Photobucket - Video and Image HostingPhotobucket - Video and Image Hosting


A regularidade de Alvim e a subida de forma de Zé Pedro, fazem-nos perseguidores directos de Gaspar a apenas um ponto. Se o primeiro nos parece relativamente imune a subidas e descidas, já com curiosidade se verá como é que Zé Pedro, a nossa “marca futebolística” mais conhecida, mantém o estado de graça dos últimos jogos. Bem precisávamos que assim fosse.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Quando um GRANDE clube de futebol que vai em 9º pensa desta maneira ...

Photobucket - Video and Image Hosting

In, Jornal “Record”, Edição de hoje, 2ª Feira

Photobucket - Video and Image Hosting

PESADELOS

Remirando a foto de 6ª feira, de uma inexistente fila para pagar quotas, onde antes se sentia o pulsar de uma nação futebolística, são negros os sentimentos que nos ocorrem.

Sentimentos de raiva, de nojo e de revolta. Sentimentos de indignação por um clube destruído dentro de si mesmo, com facadas a chegar cada vez mais perto do seu coração.


Corre por aí que o nosso número de sócios andará pouco acima dos 10.000. Nada que espante, olhando essa foto. Nada que espante, olhando as bancadas do Restelo em dias de jogo. Nada que espante, olhando a política do convite fácil e da borla que nem é aproveitada para insinuar uma proposta de adesão a sócio.



Nada que espante, olhando a manifesta indiferença ou mesmo aversão das últimas direcções aos sócios. Veja-se a reacção à última AG, se houver dúvidas. Mas, brutal para quem viu um clube com vida. Mas, brutal para quem lia nos relatórios que tínhamos 25.000 sócios, há 4 ou 5 anos. Incrível!
Vergonhoso!

Nas bancadas, no jogo com o Braga, sente-se, ouve-se o que já escrevemos: o clube enjoou de Cabral Ferreira. Mesmo com a vitória e a boa exibição de um plantel aproveitado até ao tutano. A malta, o que resta dos resistentes, está com ele por cabelos. Os 10.000 apoiantes anunciados por Cabral Ferreira nos jornais são um delírio da sua imaginação. Nem 100 ele tem, além dos próprios corpos sociais e das pessoas que fazem parte ou que gravitam à volta do sistema instalado.

Mesmo descontando os que nunca apareceriam nas Ag´s, com medo da genuína malta da bola, por vezes primária, mas sincera e instintiva na sua paixão clubística, e com medo de se comprometerem, para continuarem a rodar de assessoria em assessoria, mesmo que mudem os Presidentes, duvidamos que ele tenha mais de 200 votantes numas eleições. Duzentos.

Que espera então a Oposição para afirmar um rosto ou dois rostos, se for o caso? Tardar é um erro. O que resta da nação clubístico-futebolística espera que alguém lhe fale de ambição e vitórias, de forma consistente.

Há gente farta até ao tutano de ouvir falar em manutenção, dez primeiros, anos de transição, estruturais e ecletismo caquético, ou, em alternativa, das continhas certas e de pagar as dívidas. Gente que se as eleições forem Cabral Ferreira, ou um dos seus, contra um Ramos Lopes ou um Sequeira Nunes na sua versão pagadora de dívidas e de serviços à sociedade lisboeta, deserta de vez. É esta gente a que ainda ganha as eleições, e esta gente espera, já impaciente, uma Oposição a sério. Com rosto e com ideias arejadas, sem tiques de elitismo e sem cheiro a bafio.


Nota: o anúncio acima reproduzido, que anunciava que éramos 25.000, foi publicado na Edição de Dezembro de 2004 do Jornal do Clube. Há cerca de dois anos, portanto!!!

domingo, dezembro 10, 2006

Sorvedouro

Photobucket - Video and Image Hosting


Mais uma intempérie, mais não sei quantos mil euros.

Não será de tempo de parar para pensar?

Um clube de Lisboa nosso rival está a processar uma operação financeira através da qual se está a libertar de património com o argumento: “a nossa equipa mais cara é a Equipa dos Juros”.

Nós temos o património desonerado, mas, pelos vistos, Inverno sim, Inverno sim, lá vamos gastar mais uns milhares neste nossa outra modalidade - a reparação da cobertura da piscina. Mais vale passar a orçamentá-la como despesa corrente.

Em termos muito objectivos, perguntamos: o que ganhamos nós com estas piscinas? Que lucro nos dão? Qual o bem para o clube da deslocalização dos serviços de secretaria para aquelas instalações? Porque é que os sócios de um clube de futebol têm que pagar quotas nas piscinas? Quanto é que já enterrámos nas piscinas nos últimos anos?

Já faltam menos de 8 minutos ...

Photobucket - Video and Image Hosting


Como se pode verificar pela anotação automática do dia e hora impressa nesta foto, no instante em que foi tirada, faltam menos de 8 (oito) minutos para o início do nosso último jogo contra o Braga no Restelo.

Quem ama este clube a sério, quem o sente como uma grande nação clubística a que presta culto, sabe o significado deste local. É o local das filas de espera para pagar as quotas, das unhas roídas com os minutos a escoarem-se para o início do jogo, enquanto os cobradores lá lambiam os dedos tentando achar as minúsculas quotas naquele palheiro de livrinhos.

É o local de todas as impaciências, do desespero de quem quer entrar o mais rápido possível no estádio. È o local onde, para fintar a impaciência, se punha a conversa em dia, se dizia quem jogava, quem estava castigado, quem se devia contratar ou dispensar.

Neste local, muitas vezes, muitos dos que têm este clube verdadeiramente no coração perderam anos de vida, já com o jogo a decorrer, mas ainda ali na fila, na pior das torturas de quem sofre pelos destinos de uma bola que circula num rectângulo, mas sem a verem, roendo as unhas e esperavam pelo “bruá” do estádio (que significaria golo nosso), ou pelo gélido relato do indivíduo do lado, de orelha colada ao rádio, que dizia secamente “foi golo dos gajos”.

Convenhamos e aceitemos que, salvo raríssimas excepções, este era o local do POVO azul. Do POVO da bola, sem excedentes de ordenado que lhe permitissem pagar as quotas para o ano inteiro e que as pagava no acto de culto, o local da massa anónima, que mais não faz do que ir à bola ver o seu clube, o local desse tipo de gente que faz clubes de futebol existirem.

Mas, hoje, olhando-se para isto, percebe-se o que aconteceu. Faltam oito minutos e está vazio!

Algo morreu dentro de nós. Algo que nunca deveria, nem poderia, ter morrido.

A foto mostra a verdade, mostra a falência de um modelo de clube entretido com a bizarria do seu eclético-serviceirismo, que agora promulga quotas azuis, quotas suplementares únicas, quotas azuis às pintinhas, quotas de 25€ com direito a múltiplas regalias, mas que não dizem rigorosamente nada ao POVO da bola.

O resultado é este.

E, como se uma desgraça não bastasse, há uma outra, essa a mais grave de todas: é que as pessoas que deveriam acordar com o único objectivo de estancar e reverter isto com urgência, nada fazem, assobiam para o lado e dedicam-se àquilo que, na sua bizarra concepção de clube, acham prioritário.

É triste ver um culto morrer.

sábado, dezembro 09, 2006

Nem mais!

Photobucket - Video and Image Hosting

Fonte: Jornal "o Jogo"

BELENENSES - 2 Sp. Braga - 0 EXCELENTE VITÓRIA!!

E o nosso FAVORITISMO confirmou-se!

Mais uma vez, a vitória começou a desenhar-se cedo, logo aos 3 minutos, num passe de Sandro que apanhou toda a defesa do Braga em contrapé, deixando Silas isolado ainda a uns bons 30 metros da baliza.

Silas, desta vez (até que enfim), puxou dos galões, aguentou os 30 metros e marcou, decretando que o jogo era nosso e que o Braga, se quisesse e soubesse, teria de correr atrás dele.


E o Braga não soube. Conseguiu efectivamente reagir com muito perigo durante os 20 minutos que mediaram entre o 15º e 35º da primeira parte, fazendo valer a sua forte linha avançada que tem um poderoso Wender a centrar para uma frente de ataque que avança com 3 homens para a pequena área em cada cruzamento. Nesses 20 minutos sofremos vários desequilíbrios que só Costinha conseguiu resolver, sendo notável a forma como o fez aos 32 minutos.

Por essa altura, as nossas respostas eram em contra ataque. Um contra-ataque racional, mas ainda pouco arrojado e, sobretudo, pouco abundante. Um aspecto a melhorar numa equipa que terá de ter no contra-ataque uma das suas mais importantes armas.


A partir daí, porém, a equipa libertou-se da pressão do Braga e conseguiu de modo muito satisfatório levar o jogo o mais possível para a baliza do adversário.

Absolutamente irrepreensível do ponto de vista defensivo, o Belém na segunda parte conseguiu evitar aquilo em que alguns poderiam pensar: uma avalanche ofensiva do Braga. Nada disso se passou. Controlado e dominado bem longe da nossa área, o Braga da segunda parte teve uma jogada de grande perigo, mas o resto foram cócegas ou nem isso.

O jogo na segunda parte foi repartido entre os meios campos. Nessa repartição, objectivamente, fomos mais perigosos, dado o balanceamento do adversário que abria espaços. O nosso jogo mais vertical superou largamente em intencionalidade o jogo mastigado do Braga, que chegou a roçar a completa inconsequência.


Com um sentimento de superioridade táctica e psicológica sobre o adversário, o perigo que conseguíamos levar à baliza do Braga materializou-se aos 77 minutos através de um pontapé de ressaca de Amorim ao canto inferior direito da baliza de Paulo Santos que nem se mexeu. Um golo de belo efeito que foi celebrado efusivamente pela equipa e nas bancadas.

O Braga atirou a toalha, o jogo estava selado.

Demonstração inequívoca de que fomos, de longe, uma equipa táctica, psicológica e competitivamente superior ao adversário, foi o facto de termos acabado o jogo em cima deles.

Uma excelente vitória, que significa um salto na classificação para fora de lugares que não podem ser os nossos.

Apreciações individuais:

Gaspar (3) Cumpriu com a garra que é seu timbre, embora hoje tivesse tido o dobro do trabalho pois teve Wender pela frente. Não terá sido um dos seus melhores jogos, já que os tempos de entrada e posicionamento nem sempre foram felizes. Continua, porém, a ser assinalável que tenha todas as notas positivas a jogar num lugar que não é o seu.

Rolando (4) Irrepreensível

Nivaldo (5) Excelente exibição! Nivaldo consolida a sua posição como um grande reforço. Somos realmente fãs da forma como encara o jogo, da sua capacidade de antecipação e da sua amplitude de movimentos na defesa, coisa que lhe é possibilitada por uma agilidade, velocidade e condição física excelentes. Nivaldo tem sido a coisa mais próxima do que poderíamos chamar de “o seguro de dobra” - instrumento pelo qual os defesas laterais podem dormir descansados - se falharem, Nivaldo está lá! Pelé está completamente esquecido.

Alvim (4) É bastante regular, nunca mudando o estilo. Subiu da primeira para a segunda parte. Dá bastante racionalidade à movimentação pelo seu flanco.

Sandro (3) O passe para o golo tem o seu relevo na história do jogo e somado à entrega com que jogou põem-no numa nota positiva. Mas falta um mundo de qualidade ao seu passe e à atitude ofensiva que teria obrigação de cumprir.

Amorim (4) Uma boa exibição em nítida melhoria face aos jogos anteriores, coroada com um excelente golo, tendo hoje sabido ser ele o “atirador furtivo”. Mais perto do que sabe fazer e faz na selecção. Esperamos que seja uma subida de forma consistente.

Cândido (3) Vai subindo, uma coisinha aqui, outra ali.

Silas (4) No cômputo geral, a exibição não foi muito feliz, mas o golo é decisivo e passa-o do 3 para o 4. Mas, pode e deve fazer muito mais.

Zé Pedro (4) Não tão bem como no último jogo, mas bem. Esperamos que continue a interessar-se e a responsabilizar-se pelo jogo com o tem feito nas últimas partidas. Só uma oportunidade para fazer o gosto ao pé, com um bom remate na segunda parte mas que foi à figura. Nos livres, as bolas iam com boa direcção mas foram in extremis rechaçadas pela barreira adversária.

Dady (4) Excelente na capacidade de segurar a bola. Voluntarioso e lutador, consegue, pelo menos, dar fibra ao ataque.

Melhor em campo:

Costinha (5) Houve mais uma nota 5 (a Nivaldo). Mas, Costinha merece hoje ser distinguido com o galardão do melhor em campo. Esteve sempre seguro nas bolas difíceis e faz uma fabulosa defesa aos 32 minutos, daquelas que valem pontos.

Eliseu, Mancuso e Amaral (1) Muito pouco tempo em campo não dando para pontuar. Fica o 1, porque, em equipa que ganha, não há 0.

Jorge Jesus (5) Absolutamente irrepreensível do ponto de vista táctico e pontuado ainda pela subida de forma da equipa que conseguiu ganhar dois jogos seguidos.
Algumas notas finais:

Somos uma equipa com uma defesa muito sólida que compensa um meio campo defensivo que ainda retém poucas bolas e que não mina como devia minar os espaços ao adversário.

No ataque, sem alas e sem ponta de lança, somos uma equipa dependente do que Dady conseguir aguentar no lombo e libertar para os “atiradores furtivos” que consigam ganhar uma posição. Além disso, só temos mais a “artilharia pesada” da meia distância e a bola parada. Neste contexto, deveríamos conseguir juntar a este arsenal o contra-ataque, que ainda não sai como deve ser.

Cremos que poderemos subir de forma e elevar uma série de índices, mas, com este plantel não poderemos fazer muito mais, o que nos torna uma equipa capaz do melhor e do pior com uma irregularidade assinalável.

Impõe-se, pois, manter a consciência das lacunas que existem e da imperiosa necessidade de as colmatar. Esta excelente vitória não nos poderá fazer esquecer disso.

Mas, hoje, há que dar os parabéns à equipa e gritar bem alto:

BELÉM! BELÉM! BELÉM!

sexta-feira, dezembro 08, 2006

BELENENSES - S.C. Braga (HOJE às 20h30)

Na medida em que nos recusamos a aceitar que a decadência seja um facto consumado, antes nos parecendo que deveria ser algo que deveríamos estar a combater afincadamente, começando pela nossa própria mentalidade, mais que não seja por respeito àqueles a quem um dia haveremos de deixar o clube (se alguns houver nessa altura), somos da opinião de que, tendo a Liga Portuguesa de Futebol calendarizado um jogo para o Estádio do Restelo, somos NÓS os favoritos desse jogo. E antevemos que o mais lógico diálogo que nele acontecerá, decorrerá entre estes dois homens.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

INACEITÁVEL!

Está hoje publicado no jornal “a Bola” mais uma página, mais uma gigantesca foto do nosso presidente, quanto a nós escassa em jornalismo e abundante numa apologia parcial da posição apresentada pelos órgãos sociais nos últimos dias, na linha do que já vínhamos denunciando anteriormente.

Photobucket - Video and Image Hosting


O que mais nos atinge, desta vez, é a neutralização dos efeitos do chumbo do orçamento por via da afirmação do princípio:
“COM ORÇAMENTO APROVADO, ERA BOM, COM ORÇAMENTO REPROVADO, AINDA ERA MELHOR!!”

Esta tese, expressa na afirmação “maior margem de manobra”, parece-nos de extrema infelicidade, senão mesmo pouco séria, numa matéria que deveria ser séria. Manteremos a nossa lucidez, achando que, se a direcção apresentou aquele orçamento era porque achava que era melhor do que reger o clube por duodécimos do anterior, mas, somos democratas, ressalvando que essa é apenas a nossa opinião.

Há, depois, a já conhecida desvalorização da tomada de posição dos sócios, permitindo-se a direcção catalogá-la de “política”. Impensável, mas verdadeiro.

Finalmente, parece que ganhámos um 5º órgão: O “SENTIR”

Photobucket - Video and Image Hosting

Em termos práticos, o “sumo” das justificações da direcção neste caso resume-se a isto:
A Assembleia Geral reprovou o orçamento, mas o “Sentir” aprovou-o!

Estamos a descer aos calabouços do surrealismo!!

Entretanto, no site oficial do Clube aparece publicado um comunicado assinado pelos “órgãos” sob a epígrafe de “Esclarecimento”. O seu teor é de tal forma inaceitável, que nos proibimos de o comentar e mesmo de o recordar. Para bem deste Imenso Clube e para salvaguarda da nossa sanidade mental, mentalizaremo-nos de que nunca existiu!!