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terça-feira, dezembro 19, 2006

DE PRIMEIRO DOS ÚLTIMOS A ÚLTIMO DOS PRIMEIROS… E AGORA?

Três vitórias seguidas mudaram muita coisa na prestação da equipa do Belenenses.

Antes destes três jogos, as nuvens eram muito negras. O pesadelo da repetição do desastre do ano passado estava a ganhar força. A angústia crescia. Já só éramos o primeiro dos últimos e temíamos ainda pior.

Nove pontos colocam-nos agora em 9º lugar, com os mesmos pontos do 7º, a dois pontos da Europa e a seis da Liga dos Campeões. A linha de água está já a 12 pontos, quase a meio do campeonato, 12 pontos à maior de equipas a quem ganhámos em sua casa. Somos agora o último dos primeiros. Já é melhor.


E agora? Parece-nos que não tem sentido e é ridículo e desabonatório continuar a dizer que o objectivo é só evitar a descida. Também não há razões para perdermos o sentido da realidade, até porque está claro que a nossa estrutura é Jorge Jesus, Jorge Jesus, Jorge Jesus, Jesus e Jorge, Jorge e Jesus. Nada mais. É verdade, e não é assim que se constrói o futuro. Porém, mais um ano sem nenhum objectivo continuará a acelerar a erosão da massa adepta. Devemos portanto continuar a pensar jogo a jogo, discurso correcto do treinador (tire lá é a referência aos três grandes, não há necessidade), mas sem perder a ambição. Ter medo de ser feliz é puro masoquismo.

Vem aí o jogo da Luz, contra um adversário que mexe com o que resta do verdadeiro Belenenses. Mandamos às malvas as rivalidades patetas, absurdas e sem sentido com clubes recém-surgidos nos palcos maiores. Quando deixar de ter adeptos para quem um jogo com o Benfica diga mais do que jogos contra o Leiria ou o Aves, acabou-se. O Belenenses terá morrido.

Num clube que cuidasse da sua identidade, sem a ideia pateta e primária que bons resultados fazem directamente e sem mais boas assistências, o que já desmontámos no último post, estaria a ser feita uma mobilização de adeptos para mostrar, na Luz, que a nação futebolística do Belenenses ainda existe. Há poucos anos, tivemos lá mil e tal adeptos. A bitola deveria ser essa, no mínimo. Cero que tudo isto necessitaria de um élam que não há, mas façamos um esforço, nós, Adeptos.

Aos adeptos, dizemos: “vamos, sem medo, mostrar que o Belenenses existe”, que existe e quer mostrar que existe, que quer mostrar que existe como clube que não se verga, que não encaixa como acessório no futebol Português, que tem a sua identidade, que tem as suas ambições.

Aos jogadores, dizemos: “Este é um jogo em que têm tudo a ganhar e pouco a perder. Do pouco a perder, só há que evitar algum acidente que desmoronasse a equipa. Isso evita-se com concentração e manutenção de postura em qualquer circunstância. A ganhar têm muito: a vossa auto-estima, a consideração dos adeptos, o conceito de um clube respeitável, conceito esses que está entrelaçado com vocês para o bem ou para o mal. Se vencerem o jogo, o inferno deixa de se ver. Mais: podem sair do purgatório para o Céu. É a altura de mostrar de que massa são feitos. Não se conformem com a mediana.

Não queiram passar sem deixar um registo de vós na história”.

Portanto, vamos ao 4º. Quer dizer, ao 4º jogo sem perder, e melhor ainda, ao 4º jogo seguido a ganhar. Nós acreditamos!


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