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sábado, dezembro 23, 2006

SOME OLD STORY

(por motivos técnicos, só hoje e agora pudemos publicar este texto)
Tantas vezes que já vimos este filme! Foi uma reprise. Quando jogamos bem contra o Benfica, a conhecida sorte e os árbitros dão-lhes a vitória.

Ontem, teve extremos de malvadez. Dos golos do Benfica, um surge de penaltie no mínimo duvidoso, dois de jogadas em que parece haver fora de jogo. Há dois penalties a favor do Belenenses por marcar. O 2º golo deles é de sorte, a mesma que nos negou golos, bola na costas de Quim e no poste do Benfica. Além disso, houve um festival de ocasiões perdidas pela equipa de azul com a Cruz de Cristo.

Os números são esclarecedores: na 2º parte, o Benfica fez 3 remates, o Belenenses fez 9 remates! Os gajos do Record põem isso na ficha do jogo, embora branqueiem todas as intervenções vergonhosas de Bruno Paixão que condicionaram o resultado do jogo. Até dizem que fez uma boa arbitragem. E só fazem uma leve alusão à sorte inenarrável do Benfica.

Nesta altura, lembro-me do slogan “toda a merda é Benfica, toda a merda é Benfica, toda a merda é Benfica, ó-é-ó”. Mesmo. Toda a merda é Benfica, e ontem mais que nunca: os 6 milhões de gajos que encornaram a propaganda, a malta que é do Benfica porque não sabe o que há-de ser e portanto é do Benfica, os gajos da Bola e do Record, o Cartaxana e o Querido Manha, os
locutores da televisão, o Bruno Paixão, o Pedro Henriques, o Mário Mendes, o Vítor Pereira, os árbitros lampiões que iam para a Associação de Setúbal para poderem arbitrar o seu “Benfica”, o poder político, a RTP e a SIC e a TVI, o nacional-parolismo, as meninas cheeeladers e as que as câmaras da tv vão filmar, as crianças que são mais crianças que as ouras porque são do Benfica, o menino Zézinho que vai passar o Natal contente, sem o fantasma dos 11 pontos, e sem lhe passar pela cabeça que a vaca do presépio não se pode comparar em tamanho e poderes milagreiros com a do Benfica, os postes, as escorregadelas do Costinha e todos os índios que hão-de hoje andar a arrotar postas de pescada de arrogância.

Mas é nestes momentos que nos sentimos mais do Belenenses que nunca. É algo que nada nos pode tirar, nem a máquina de propaganda dos três, nem a ausência da afirmação da identidade pelas últimas Direcções, nem os muitos erros cometidos. O Belenenses por reconstruir, terá que passar por estar rivalidades, assumindo-as em pleno.

Ontem, a nossa equipa contribui para esse sentimento de clubismo azul, porque jogou futebol e jogou melhor que o adversário. Jogou com o esforço correcto, que não é apenas o do teatro, do sprint inconsequente, mas o de querer ter qualidade e ambição. Teve-a. Factores incontroláveis impediram um resultado justo. Mas, pela postura, o nosso “Bravo!”.

E por isso, naturalmente ontem os adeptos do Belenenses apreciaram bem a atitude e mesmo a perder ouvia-se distintamente “Belém, Belém, Belém”. A TVI devia editar o som. Não convém nada saber-se que o Belenenses tem adeptos. É uma pouca-vergonha. Só se pode ser adepto de três. Vejam lá isso. Até nem é nada que já não tenha sido feito.

Jogámos bem, mas udo foi bom na nossa equipa? Claro que não. Costinha ontem não esteve bem, nem feliz em dois golos, Gaspar foi pouco expedito no 3º, falhámos golos incríveis. Bom, mesmo, foi a transição defesa-ataque, a tal de que Carvalhal falou tanto, mas que Jorge Jesus está a conseguir montar.
Falhámos nos limites, junto das balizas, embora dominando claramente a meio campo e em 70% do terreno.

Um recado para a equipa: a jogar assim, a sorte não há-de ser muitas vezes madastra como ontem. E nem sempre os árbitros hão-de ter um score de 13 vitórias e 2 empates a favor do nosso adversário, como o de ontem. O nacional-benfiquismo tinha que passar o Natal descansado e encomendou um Bruno paixão. Bastante eficaz. Mas, portanto, para a nossa equipa: continuem a trabalhar bem, e o 5º lugar está a 2 pontos e o 4º lugar a 3 pontos.

Uma boa Direcção deveria explorar a fundo o que ontem se passou, tanto em protesto como em mística. Deveria… Mas, temos o que temos. O Jorge Jesus pode fazer muito trabalho que caberia à Direcção, mas não faz parte da mesma.

Apreciações individuais

Costinha (1) - Teve culpa no 4º golo, teve metade de azar e metade de culpa no 4º. E como o Benfica não teve oportunidades além dos golos, não teve oportunidades para se redimir.

Gaspar (2) - Ligado ao lance do penaltie assinalado, mais que discutível facto que, por isso mesmo, não consideramos a seu desfavor. Mas podia ter feito mais no 3º golo. Esteve menos bem que nos últimos jogos.

Rolando (3) - Quase sempre bem na defesa e até podia ter marcado. Perto do fim perdeu uma bola que podia ser perigosa.

Nivaldo (3) - Novamente o melhor da defesa.

Alvim (3) - Saiu muitas vezes do lugar, pois Eliseu fazia a compensação. Mexido e ousado na 1ª parte, baixou no 2º tempo.

Sandro (3) – Exibição regular. Esteve quase a marcar, e se esse golo, no início da 2º parte, tem entrado, a história podia ser outra.

Ruben Amorim (4) – Grande exibição, a defender e a sair para o ataque. Só falhou nos remates, que não lhe saíram bem.

Zé Pedro (4) – Outra exibição positiva. Desta vez não marcou mas quase o fez, e criou ocasiões para outros.

Silas (4) – Tecnicamente excelente, enfrentando os adversários sem medo, e passando-os. Só faltou um pouco mais de acutilância a entrar na área. Está num bom momento.

Dady (2) – Exibição desconcertante. Sempre em jogo, e está evoluir no um conta um. Mas falhou golos que não se podem falhar. Mesmo com pouca sorte, numa das situações.

Roma (1) – Sem muito a dizer. Apenas a nota para a ousadia de Jesus, jogar só com 3 defesas na Luz.
Sousa (1) – Sem muito a dizer.

Pinheiro (1) – Sem muito a dizer.

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